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Cleitinho omitiu uso de aviões; um deles fez mais de 40 voos na eleição

Registros da Anac mostram viagens entre cidades mineiras e Brasília, incluindo partidas de aeronaves ligadas a aliados

Redação POLITICA.SP30 de set. de 2026 · 20h330 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Cleitinho omitiu uso de aviões; um deles fez mais de 40 voos na eleição
Reprodução: www.metropoles.com

O senador Cleitinho Azevedo omitiu uso de aeronaves privadas; um avião realizou mais de 40 voos no período eleitoral.

A cessão dessas aeronaves pode ser contabilizada como doação estimável, sujeita ao limite de R$ 40 mil por doador, previsto na Lei nº 13.488/2017.

A planilha da Anac registra o Cirrus SR SST, matrícula PS-ECR, do empresário Eliésio Carlos Rodrigues, em dezenas de voos entre cidades mineiras e Brasília desde o início da campanha.

Desde o lançamento da campanha em Medina, no Vale do Jequitinhonha, em 16 de agosto, os registros do PS-ECR coincidem com a agenda do senador em locais distantes no mesmo dia.

No dia do lançamento, o Cirrus partiu de Patos de Minas, onde reside Luís Eduardo Falcão, candidato a vice, para Divinópolis, cidade natal de Cleitinho, onde ele participou dos lançamentos das campanhas dos irmãos Eduardo Azevedo (PL) e Gleidson Azevedo (Republicanos).

Em 22 de agosto o avião saiu de Divinópolis para Uberaba, passou por Uberlândia e Araguari, e registrou pousos em Uberaba, Uberlândia e Patos de Minas, antes do retorno a Divinópolis no dia 24.

Antes do período eleitoral, o senador também usou o Cessna 210L prefixo PR-SBS, do empresário Roberto Altino Machado, que operou no Aeródromo de Botelhos 75 vezes entre abril de 2025 e setembro de 2026.

Entre março e julho deste ano, a mesma aeronave fez 18 trajetos Brasília–Divinópolis e Divinópolis–Brasília, média de 3,5 voos por mês; Roberto Altino tem ligação com o deputado Euclydes Pettersen, presidente estadual do Republicanos em Minas Gerais.

Uma parte dos voos do avião de Eliésio Rodrigues foi alvo de ação no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais que questionava possível abuso de poder econômico.

A equipe de Cleitinho afirmou: "Nossa campanha não usa um real de dinheiro público. Optamos por uma campanha econômica, com doações declaradas à Justiça Eleitoral e todos os deslocamentos feitos rigorosamente dentro da lei."

O valor econômico da cessão das aeronaves precisa ser declarado na prestação de contas da campanha, segundo a legislação eleitoral vigente.