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CNTI aprova apoio unânime à reeleição de Lula e Alckmin

Plenária de 80 anos, em Luziânia (GO), aprovou a Carta de Luziânia e decidiu participar do debate eleitoral de 2026

Redação POLITICA.SP25 de set. de 2026 · 18h041 acesso📲 Enviar no WhatsApp
CNTI aprova apoio unânime à reeleição de Lula e Alckmin
Reprodução: horadopovo.com.br

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) aprovou por unanimidade uma moção de apoio “total e irrestrito” à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

A Carta de Luziânia, aprovada na plenária, determina a participação da CNTI no debate eleitoral de 2026 e a defesa de contrapartidas sociolaborais para incentivos à Nova Indústria Brasil (NIB).

A Plenária Nacional da CNTI ocorreu nesta terça (15) no Centro de Treinamento Educacional (CTE), em Luziânia (GO), reuniu 288 delegados e marcou os 80 anos da entidade com análise da conjuntura política, eleições de 2026 e diretrizes para o sindicalismo industrial.

Foram inaugurados na programação a usina fotovoltaica da CNTI e o Ceras (Centro de Experimentação com Remineralizadores e Agroecologia Socioprodutiva); a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o ministro do Trabalho, Francisco Macena, e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participaram; o vice-presidente Geraldo Alckmin enviou mensagem em vídeo.

A moção justifica o apoio à reeleição para “garantirmos a continuidade do fortalecimento da Democracia, da Soberania Nacional, dos direitos sociais e o inadiável fortalecimento do projeto de desenvolvimento nacional, baseado em uma indústria brasileira com emprego decente, com a valorização do produto local e de conteúdo nacional”.

A Carta de Luziânia atualiza as formulações da CNTI dez anos após a Carta de Brasília (2016), faz diagnóstico crítico da última década e aponta desafios como sustentabilidade financeira das entidades, precarização do trabalho, impactos da inteligência artificial, desinformação e mudanças climáticas.

Entre as diretrizes aprovadas estão fortalecimento da formação sindical e educação popular, atualização programática, contrapartidas sociais para investimentos em Indústria 4.0, redução da jornada sem perda salarial, direito à desconexão e políticas de igualdade de gênero, raça e renovação geracional.

80 anos — celebração da CNTI

288 delegados — presença registrada na plenária

“A CNTI, ao lado de todo movimento sindical, quer estar à altura dos desafios de defender os direitos sagrados dos trabalhadores, que só poderão ser assegurados num país com democracia e soberania. Esse é o nosso compromisso”, disse o presidente da CNTI, José Reginaldo Inácio, na abertura dos trabalhos.

A próxima etapa é implementar as diretrizes da Carta de Luziânia, articular parcerias com universidades e capacitações digitais e cobrar contrapartidas sociolaborais nas políticas públicas de apoio à indústria.