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Coalizão de mídias periféricas defende direito à informação nas Eleições de 2026

Grupo publica posicionamento e pede proteção a jornalistas territoriais após mídia de Santarém interromper cobertura por ameaças

Redação POLITICA.SP2 de out. de 2026 · 22h0112 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Coalizão de mídias periféricas defende direito à informação nas Eleições de 2026
Reprodução: periferiaemmovimento.com.br

A Coalizão de Mídias Periférica, Favelada, Quilombola e Indígena tornou público seu posicionamento em defesa do direito à informação e da liberdade de imprensa nas Eleições de 2026.

A coalizão cita a pesquisa “Dos territórios indígenas às periferias: retratos da desinformação e do consumo de notícias para reimaginar a justiça informacional no Brasil” para mostrar que desigualdades raciais, territoriais, econômicas, sociais, culturais e tecnológicas atravessam o acesso à informação.

A Coalizão reúne organizações que produzem jornalismo e educação midiática a partir de periferias, favelas, quilombos, aldeias e comunidades tradicionais; Jéssica Alves e Carolaine Nunes atuam como Agentes de Integridade da Informação e saem porta a porta para ouvir a população.

O posicionamento lista defesas e oposições concretas: defesa da justiça racial, direitos humanos, direitos das mulheres, justiça climática e ambiental, direitos dos povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e periféricas; oposição ao racismo, misoginia, feminicídio, LGBTfobia, capacitismo, xenofobia, desmatamento e destruição ambiental.

A coalizão manifestou solidariedade ao Tapajós de Fato, mídia de Santarém (oeste do Pará), que em setembro de 2026 decidiu não fazer cobertura sistemática das eleições após anos de ameaças, perseguições e episódios de violência contra sua equipe.

O grupo afirma que a interrupção da cobertura eleitoral por falta de segurança priva moradores de informação produzida localmente, prejudica pautas territoriais e danifica o jornalismo e a democracia.

A Coalizão pede proteção pública a jornalistas e comunicadores territoriais, defende políticas públicas de comunicação, educação midiática, ampliação do acesso à informação pública e reforça às candidaturas que o diálogo e prioridade à comunicação popular devem continuar após as eleições.