Colômbia abandona copresidência da Equal Rights Coalition
Saída foi anunciada em 17 de setembro, entrou em vigor imediatamente e encerra mandato que ia até 2027.

A Colômbia anunciou em 17 de setembro sua saída da Equal Rights Coalition, decisão que passou a valer imediatamente.
A retirada encerra antecipadamente a copresidência conjunta com a Espanha, cujo mandato estava previsto para continuar até 2027.
O Ministério das Relações Exteriores comunicou a saída; o vice-ministro de Assuntos Migratórios e Consulares, Pedro Roa, disse que a participação "não era prioritária" para a atual política externa.
A Equal Rights Coalition reúne dezenas de países e trabalha com diplomacia, políticas públicas, legislação, cooperação internacional, desenvolvimento sustentável e proteção humanitária ligados aos direitos LGBT+.
Organizações colombianas reagiram: a Caribe Afirmativo criticou a retirada antes do término do mandato e pediu explicações públicas; o diretor Wilson Castañeda recordou anos de trabalho da sociedade civil para entrar na coalizão.
A defensora pública Iris Marín afirmou que a população LGBT+ está entre os grupos sujeitos à marginalização e à violência, e destacou a responsabilidade do Estado na proteção desses direitos.
Colômbia reconhece casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção por casais homoafetivos e mecanismos de reconhecimento de identidade trans; a saída não revoga essas garantias jurídicas.
A retirada ocorre em contexto de tensões: o presidente Abelardo de la Espriella apoiou projeto para restringir tratamentos de afirmação de gênero a menores; a Caribe Afirmativo listou 24 decisões ou ações nos primeiros 40 dias do novo governo que, segundo a organização, afetam políticas LGBT+.
24 — decisões, anúncios, medidas ou ações identificadas pela Caribe Afirmativo nos primeiros 40 dias do novo governo
A consequência imediata é a perda de um espaço internacional de cooperação e da posição de liderança que a Colômbia ocupava na promoção de direitos LGBT+.
A Caribe Afirmativo exigiu explicações públicas sobre os motivos da saída e reclama que compromissos internacionais deveriam ser tratados como políticas de Estado, não como decisão de um governo.