Comitê eleitoral de Israel desqualifica Lista Conjunta e Ra’am para eleição de 27 de outubro
Decisões da comissão podem ser revistas pelo Supremo Tribunal, que deve analisar os casos na próxima semana

O Comitê Central de Eleições votou nesta quarta (23/09) para desqualificar integralmente a Lista Conjunta (Balad, Hadash e Ta’al) e o partido Ra’am, de Mansour Abbas.
O Supremo Tribunal deve analisar os recursos na próxima semana, e pode manter ou anular as desqualificações antes da eleição de 27 de outubro.
A comissão aceitou petições do Likud, do primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu, do Otzma Yehudit de Itamar Ben Gvir, e do Choose Life Forum; a votação para aceitar a petição contra a Lista Conjunta foi 18 a 5.
O comitê votou 18 a 5 para desqualificar o partido Ra’am, 30 a 4 para impedir que Sami Abu Shehadeh (presidente do Balad) concorra, e 19 a 5 para desqualificar o deputado Ofer Cassif, do Hadash.
O gabinete da procuradora‑geral Gali Baharav‑Miara informou à comissão que se opôs à desqualificação de Ra’am e considerou que apenas a petição contra Sami Abu Shehadeh tinha "fundamentos suficientes" para ser aceita.
O deputado Ofer Cassif considerou a decisão "totalmente previsível" e afirmou que a "extrema direita fascista detém atualmente a maioria" na comissão; ele disse que os partidos continuarão a lutar para atuar no próximo Knesset.
O Hadash, alinhado ao Maki, chamou a decisão de "desrespeito flagrante às regras mais básicas do jogo democrático" e anunciou que vai contestar o que definiu como "perseguição política".
O grupo de direitos humanos Adalah informou que vai recorrer ao Supremo Tribunal e denunciou o processo como "arbitrário, incitador e racista", afirmando que as petições não atendem ao padrão probatório exigido pelo tribunal.
As discussões da comissão começaram em 23/09 e podem continuar em 24/09; a comissão é chefiada por um juiz da Suprema Corte e composta por representantes das facções do Parlamento, onde a coalizão de Netanyahu detém a maioria.
O próximo passo é o julgamento dos recursos pelo Supremo Tribunal, que tomará a decisão final antes da eleição marcada para 27 de outubro.