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Contraf-CUT leva contestação ao TST e pede revisão da exigência de 60% na Caixa

Carta foi protocolada em 26.set.2026; relator Mauricio Godinho Delgado manteve liminar de 60% e multa de R$100 mil.

Redação POLITICA.SP28 de set. de 2026 · 13h330 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Contraf-CUT leva contestação ao TST e pede revisão da exigência de 60% na Caixa
Reprodução: www.poder360.com.br

Contraf-CUT apresentou no sábado (26.set.2026) ao Tribunal Superior do Trabalho contestação no dissídio coletivo aberto pela Caixa por causa da greve.

A entidade pede que a paralisação seja reconhecida como legítima e a revisão da liminar que exige 60% dos funcionários em atividade em cada agência.

A Caixa levou o impasse ao TST em 24 de setembro; no pedido o banco pleiteou que a greve fosse declarada abusiva, que 80% dos funcionários permanecessem trabalhando e multa diária de pelo menos R$100.000 por entidade que descumprisse a ordem.

O relator, ministro Maurício Godinho Delgado, decidiu liminarmente manter 60% de atividade por agência, fixou multa diária de R$100.000 e manteve provisoriamente as cláusulas do ACT de 2024 a 2026 até o julgamento.

A contestação também impugna pontos sobre o Saúde Caixa e a PLR: durante negociações a Caixa chegou a propor elevar sua participação para 9% da folha a partir de 2027, mas no pedido manteve limite de 6,5%.

A Contraf-CUT afirma que a proposta judicial mantém aumentos para usuários — contribuição do titular subiria de 3,5% para 3,7% da remuneração e o teto familiar subiria de 7% para 9% — e pede custeio 70% Caixa e 30% usuários, fim do teto de 6,5% e sem reajuste das mensalidades.

A confederação pediu abono ou compensação dos dias de paralisação sem desconto salarial, garantia de emprego aos grevistas, proibição de uso da adesão em avaliações, promoções, PLR ou remuneração variável, e vedação a descomissionamentos, transferências ou mudanças de lotação motivadas pela greve.

Foram realizadas 13 rodadas de negociação antes da paralisação; a greve começou em 10 de setembro após rejeição de propostas do banco; a última proposta, de 17 de setembro, foi rejeitada por 102 bases e aprovada por 30.

24 de setembro — Caixa levou o impasse ao TST

26.set.2026 — Contraf-CUT apresentou contestação no TST

60% — exigência liminar de atividade por agência

80% — percentual pedido pela Caixa no processo

R$100.000 — multa diária fixada pelo relator

13 — rodadas de negociação antes da greve

10 de setembro — início da greve

17 de setembro — última proposta: 102 bases rejeitaram, 30 aprovaram

O próximo passo é o julgamento do dissídio coletivo pelo TST, com manutenção provisória das cláusulas do ACT até essa decisão.

A Contraf-CUT afirma que continua disposta a negociar.