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CPTM teve prejuízo de R$ 588,6 milhões em 2025 e auditoria aponta falhas patrimoniais

Ata de 29 de abril de 2026 registra incorporação de R$ 699,443 milhões ao capital social e problemas em 73 composições.

Redação POLITICA.SP25 de ago. de 2026 · 06h302 acessos📲 Enviar no WhatsApp
CPTM teve prejuízo de R$ 588,6 milhões em 2025 e auditoria aponta falhas patrimoniais
Reprodução: diariodotransporte.com.br

A CPTM registrou prejuízo de R$ 588,593 milhões em 2025.

O Tesouro do Estado incorporou R$ 699,443 milhões ao capital social, elevando-o de R$ 23,068 bilhões para R$ 23,767 bilhões, com emissão de cerca de 55,3 bilhões de ações ao Estado de São Paulo.

A ata da Assembleia Geral de 29 de abril de 2026, publicada em 25 de agosto de 2026 no Diário Oficial do Estado, traz demonstrações financeiras de 2025 e opinião com ressalva da auditoria BDO RCS Auditores Independentes.

A auditoria identificou deficiências nos controles patrimoniais sobre bens colocados à disposição da CPTM pela Secretaria de Transportes Metropolitanos, entre eles 73 composições ferroviárias, simuladores, peças sobressalentes e outros ativos relacionados a contratos de fornecimento, obras e sistemas.

Foram encontradas falta de conciliação entre os registros da CPTM e os registros contábeis da Secretaria, além de diferenças de mensuração frente a documentos fiscais levantados por consultoria contratada pela CPTM.

Avaliações complementares de obras de infraestrutura e de sistemas de controle de via estavam em andamento na data da auditoria, o que impediu determinar totalmente o impacto das deficiências sobre ativo imobilizado, patrimônio líquido e resultado.

A CPTM contratou consultoria que resultou no reconhecimento de R$ 2,194 milhões em ativos, dos quais R$ 2,121 milhões foram lançados como ativo imobilizado e R$ 72 mil como estoque.

A auditoria também destacou que as receitas próprias da CPTM não cobrem custos e despesas operacionais, tornando a companhia dependente de aportes da Fazenda do Estado de São Paulo; há previsão de novos aportes para 2026 na Lei Orçamentária Anual.

O balanço, mesmo com ressalva, foi aprovado pelo acionista controlador, o Estado de São Paulo; União e SPTrans se abstiveram na votação.

A ata formaliza ainda mudanças na composição dos conselhos e da diretoria da CPTM, num momento de concessões de linhas e redução gradual da malha administrada pela estatal.