Crise de Milei leva fabricante de Tulipán a demitir 60% dos funcionários
Kopelco afirma, em comunicado de 18 de setembro, que vendas de camisinhas caíram ao menor nível em 40 anos.

A crise econômica do governo Javier Milei levou a Kopelco, fabricante da marca Tulipán, a demitir 60% do quadro.
No comunicado publicado em 18 de setembro, a empresa atribuiu as demissões à "crise do desejo" e à maior queda nas vendas de preservativos em 40 anos.
A Kopelco disse que, após décadas de investimento em inovação, pesquisa e desenvolvimento, já não sabe "o que fazer para que os argentinos transem"; citou também géis íntimos e brinquedos sexuais entre seus produtos.
O Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) registrou que, no primeiro semestre de 2026, a pobreza subiu 4,1 pontos percentuais, alcançando 32,3% da população, cerca de 15,5 milhões de pessoas.
O relatório do Indec mostrou ainda aumento da indigência em 1,2 ponto, para 7,5% da população, cerca de 3,6 milhões de pessoas, e a entrada de dois milhões de novos pobres no terceiro ano do governo de Milei.
O documento do Indec apontou inflação alta, perda do poder de compra, redução do emprego formal e retração de setores estratégicos como possíveis causas do aumento da pobreza.
60% — parcela dos funcionários demitidos pela Kopelco
40 anos — referência histórica da maior queda nas vendas de preservativos, segundo a Kopelco
4,1 pontos — alta da pobreza no 1º semestre de 2026, até 32,3% (≈15,5 milhões)
1,2 ponto — alta da indigência, até 7,5% (≈3,6 milhões)
"Já não sabemos o que fazer para que os argentinos transem", afirmou a Kopelco no comunicado de 18 de setembro.
Não há indicação no comunicado de medidas futuras da empresa além das demissões.