Cuba acusa Trump na ONU e a delegação abandonou a sessão
Chanceler Bruno Rodríguez e líderes cubanos classificaram o bloqueio dos EUA como “ato de genocídio” e reagiram a discurso de Trump em Nova Iorque
Cuba afirmou na ONU que os EUA se negam a aceitar seu direito à soberania, e a delegação virou as costas e deixou a sala da Assembleia Geral.
O gesto ocorreu depois do discurso de Donald Trump, na terça-feira (22), em Nova Iorque, quando ele defendeu buscar “mudança de regime” em Cuba.
O chanceler Bruno Rodríguez declarou que “Cuba não é uma ameaça” e que o bloqueio econômico, incluindo o cerco energético, “ameaça Cuba e as demais nações”.
Rodríguez chamou o bloqueio de “ato de genocídio e punição coletiva” e defendeu a saída da delegação diante das palavras de Trump.
Trump afirmou na Assembleia Geral que sua administração busca “uma mudança fundamental na situação de Cuba”, descreveu o regime comunista como “um Estado absolutamente falido” e disse que “cairá”.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez acusou Trump de repetir que Cuba representa uma ameaça e afirmou que a mentira nega o direito à autodeterminação do povo cubano.
Esteban Lazo Hernández, presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular e do Conselho de Estado de Cuba, ratificou a “mais veemente condenação” do bloqueio imposto pelos EUA.
"É um ato de genocídio e punição coletiva", disse o chanceler Bruno Rodríguez ao justificar a reação da delegação cubana na Assembleia Geral.