Cury diz que Avante estuda pedir adiamento das eleições por uma semana
Em protesto em frente ao STF nesta 6ª (2.out.2026), candidato criticou exclusão do debate pela TV Globo e apresentou propostas de segurança e renda.

Augusto Cury (Avante) afirmou nesta 6ª feira (2.out.2026), em frente ao STF, que o partido estuda pedir o adiamento das eleições por uma semana.
O pedido, se formalizado, alteraria o calendário eleitoral por sete dias; o Avante ainda não protocolou nenhuma ação até o momento.
Cury criticou a decisão da TV Globo de excluí-lo do debate presidencial e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pai dos ricos”, não “pai dos pobres”.
O candidato disse que é hora de “devolver o Brasil aos patrões”, que seriam os pagadores de impostos, afirmou ser o único concorrente que não depende de dinheiro público nem de benefícios da política e pediu um minuto de silêncio pelo que o partido chamou de “um caos para a democracia”.
Cury afirmou que a falta de dinheiro provoca ansiedade, que milhares de brasileiros estão endividados e que “a fome, a dor e a angústia não têm partido”.
Defendeu um botão do pânico com georreferenciamento e integração com delegacias para localizar mulheres e enviar um drone de proteção, citando em tom de brincadeira a possibilidade de pedir foguetes a Elon Musk: “Vamos aterrissar o drone”.
Propôs políticas de apoio e qualificação profissional para mães solo, dizendo que não é possível viver com R$ 690 e que essas mulheres precisam de uma segunda fonte de renda; afirmou que “as mulheres representam o olho da sociedade”.
Disse que o Brasil não deve exportar commodities sem processamento e que negociará em condições de igualdade com China e Estados Unidos: “No meu governo, isso vai acontecer”.
2.out.2026 — data do protesto em frente ao STF
1 semana — prazo que o Avante estuda para adiar as eleições
R$ 690 — valor citado por Cury como insuficiente para mães solo
“A cabeça tem que ser capitalista e o coração, social”, declarou Augusto Cury durante o protesto.