Desenrola 3.0 deve trazer até R$ 90 bilhões em dívidas para negociação
Governo abre chamamento para bancos e fundos; compra integral custaria, no teto, R$ 9 bilhões à União

O Desenrola 3.0 prevê até R$ 90 bilhões em dívidas atrasadas ofertadas para compra pelo governo, com custo máximo estimado de R$ 9 bilhões.
Bancos e fundos de investimento têm cinco dias úteis a partir do edital para detalhar o volume de carteiras aptas; o leilão está marcado para novembro, com chance de ocorrer no início de dezembro.
O Ministério da Fazenda abriu o chamamento público para seleção de instituições que queiram repassar carteiras inadimplidas; há exigência de abatimento mínimo de 90% sobre os valores originais.
As dívidas aceitas precisam ter atraso entre 720 e 1.645 dias e saldo original de até R$ 10 mil; o programa cobre empréstimos pessoais sem desconto em folha e dívidas no cartão de crédito, incluindo pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs).
A prioridade do governo é para faixas de renda menores e MEIs, mas devedores de faixas superiores podem ser contemplados se houver sobra de recursos orçamentários.
A liquidação das dívidas adquiridas poderá ser feita à vista ou por parcelamento com juros, conforme regras que o Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda vai definir; a Fazenda orienta que devedores não procurem agências por enquanto.
R$ 90 bilhões — potencial de dívidas ofertadas
R$ 9 bilhões — custo máximo estimado para compra integral
90% — desconto mínimo exigido sobre valores originais
720 a 1.645 dias — faixa de atraso aceita
R$ 10.000 — limite do saldo original por dívida
5 dias úteis — prazo para bancos e FIDCs detalharem carteiras
“Dependendo do que a gente receber nessas carteiras, a gente pode exigir desconto de 93%, 95% no leilão”, afirmou Durigan.
Próximo passo: fim do prazo de cinco dias úteis para apresentação de volumes pelas instituições, seguido da disputa concorrencial prevista para novembro (possível início de dezembro).