Desenrola 3.0: governo Lula pode gastar até R$ 15 bilhões para perdoar dívidas
Programa lançado em 25.set.2026 prevê perdão mínimo de 90% e ajuste no Orçamento pelos PLOAs de 2027 e 2028

Governo Lula lança Desenrola 3.0 em 25.set.2026 e pagará até R$ 15 bilhões para perdoar no mínimo 90% de dívidas.
O universo elegível é estimado em R$ 300 bilhões; o governo espera alcançar 50% desse volume, equivalente a R$ 150 bilhões, e a despesa terá impacto primário nas contas públicas.
O valor exato será definido em leilão previsto para novembro e depende do interesse das instituições financeiras em vender carteiras e do deságio, disse o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
A nova versão permite que o governo compre carteiras de crédito das instituições via leilões; a execução poderá ficar a cargo de uma instituição financeira federal ou do Tesouro.
O programa atende famílias com dívidas em atraso entre 2 anos e 4,5 anos e inclui cartão de crédito (rotativa e parcelada) e crédito pessoal sem consignação em folha.
Também nesta 6ª feira (25.set), o governo anunciou a proibição de bets no Brasil; medidas saem 9 dias antes do 1º turno, marcado para 4 de outubro, e têm tom eleitoreiro.
R$ 15 bilhões — custo máximo estimado
R$ 300 bilhões — universo de débitos elegíveis
R$ 150 bilhões — meta de volume a ser alcançado (50%)
90% — perdão mínimo previsto
2 a 4,5 anos — prazo de atraso das dívidas elegíveis
Durante o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou: "é melhor do que os outros Desenrolas" e afirmou que, agora, "é o governo que vai comprar dívida e vai acertar a vida das pessoas. É isso que eu assinei. É isso que eu entendi e que vai ser publicado".
O próximo passo é o leilão em novembro, que definirá o custo final; o Orçamento será ajustado nos projetos de Lei Orçamentária Anual (PLOAs) de 2027 e 2028.