Eduardo Braide (PSD) vence governo do Maranhão em primeiro turno, 54,02%
Braide elege dois senadores que apoiou; eleitor maranhense votou separando escolha local da polarização nacional

Eduardo Braide (PSD) venceu a eleição para governador do Maranhão em primeiro turno com 54,02% dos votos válidos.
Braide elegeu dois senadores que apoiou: André Fufuca (PP) com 21,43% e Lahesio Bonfim (Novo) com 20,61%.
Orleans Brandão (MDB) ficou em segundo com 34,76% e o vice-governador Felipe Camarão (PT) obteve 9,6% dos votos; a abstenção foi de 19,74%, ante 21,5% nacional.
Roseana Sarney (MDB), Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT) — que lideravam cenários em pesquisas ou foram eleitos em 2018 — ficaram de fora da disputa ao Senado.
A bancada do Maranhão na Câmara mudou: o MDB passou de uma para cinco cadeiras; PL manteve quatro; União elegeu duas; PDT, PCdoB, PT e Republicanos mantiveram uma cada; PP, PSC, Patriota, PSB e Podemos perderam um deputado; PSDB e PRD elegeram um cada; taxa de reeleição foi 50% e nove novos deputados chegam em 2027.
Na Assembleia Legislativa, o MDB passou de nove para 17 cadeiras (40% da Casa); PL subiu de seis para sete; PSD dobrou de dois para quatro; Republicanos foi de um para quatro; PDT caiu de quatro para três; Federação PT/PCdoB/PV caiu de quatro para dois; PRD foi de dois para um; taxa de reeleição na Alema foi 40,5% e 25 novos deputados chegam em 2027.
Na disputa presidencial no estado, Lula teve 63,99% e Flávio Bolsonaro 30,90%; Lula venceu em 211 de 217 municípios; Braide venceu em 130 municípios e Orleans em 87; Braide ganhou sobretudo na capital e no norte do estado.
Nos cinco maiores colégios eleitorais, as combinações vencedoras foram: São Luís, São José de Ribamar e Caxias — Lula e Braide; Imperatriz — Bolsonaro e Braide; Timon — Lula e Orleans.
A leitura política: o eleitor maranhense separou voto local de polarização nacional, operando mais pela dicotomia oligarquia/antioligarquia do que por lulismo/bolsonarismo.
Braide terá de definir posição no segundo turno presidencial para negociar apoios com o governo federal independentemente de quem avance.