Eleição de 4 de outubro coloca o Brasil no centro da disputa entre EUA e China
Votação presidencial e renovação parcial do Congresso podem decidir acesso a terras raras, petróleo e parcerias nos BRICS

Eleição presidencial em 4 de outubro coloca o Brasil no centro da disputa geopolítica na América Latina.
A composição do Congresso — 513 cadeiras da Câmara e 54 das 81 vagas do Senado em disputa — influenciará a capacidade do próximo governo de implementar políticas econômica e externa.
O Brasil é uma das dez maiores economias e tem as segundas maiores reservas estimadas de terras raras; participa dos BRICS e debate com a China um projeto de ferrovia ligando o Atlântico ao porto peruano de Chancay.
As exportações brasileiras para a China cresceram 21,9% no primeiro semestre; a China é o principal parceiro comercial do país desde 2009; projetos bilaterais incluem infraestrutura, energia, indústria e tecnologia.
Relações com os EUA mudaram após tarifas que chegaram a elevar alguns impostos sobre exportações brasileiras a 50% em 2025; em resposta, o governo lançou o Plano Brasil Soberano com uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para apoiar exportadores.
A única mina de terras raras em operação é Serra Verde, em Goiás, onde empresas norte-americanas ampliaram participação, e o Congresso aprovou um novo marco para minerais críticos e estratégicos sancionado em 16 de setembro, com incentivos fiscais e financiamento para refino local.
O petróleo adiciona outra dimensão: o Brasil está entre os dez maiores produtores do mundo e registrou produção recorde de 5,85 milhões de barris equivalentes por dia em julho de 2026.
O primeiro turno será em 4 de outubro, com 13 candidatos à Presidência; Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro aparecem como os principais nomes da disputa.