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Eleição de 4.out.2026 deixa fora do Congresso políticos com décadas de carreira

Randolfe, Ciro Gomes, Aécio Neves e outros não conseguiram se reeleger ou voltar aos cargos neste 1º turno

Redação POLITICA.SP4 de out. de 2026 · 23h350 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Eleição de 4.out.2026 deixa fora do Congresso políticos com décadas de carreira
Reprodução: www.poder360.com.br

O 1º turno em 4.out.2026 deixou fora do Congresso e de outros cargos nomes com décadas de atuação na política brasileira.

A derrota interrompe trajetórias consolidadas, como a de Randolfe Rodrigues: 15 anos no Senado acabaram ao perder vaga no Amapá.

Randolfe Rodrigues (PT), Ciro Gomes (PSDB), Aécio Neves (PSDB), Ciro Nogueira (PP), Marcelo Crivella (Republicanos), José Dirceu (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB), Gleisi Hoffmann (PT), Manuela D’Ávila (Psol), Soraya Thronicke (PSB) e João Paulo Cunha (PT) não conquistaram mandatos no 1º turno.

Randolfe, senador desde 2011, buscava o 4º mandato e perdeu uma das duas vagas no Amapá; Ciro Nogueira, senador desde 2011 e ex-ministro-chefe da Casa Civil, também não se reelegeu no Piauí.

Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio, ex-senador e ex-ministro, ficou sem mandato; Renan Calheiros, senador desde 1995 e ex-presidente do Senado, e Vanderlan Cardoso, senador desde 2019, também foram derrotados.

Em Santa Catarina, Esperidião Amin (PP) teve a derrota que interrompe uma carreira iniciada nos anos 1970; em Mato Grosso do Sul Soraya Thronicke não se reelegeu após ter sido eleita em 2018 com apoio de Jair Bolsonaro e depois se desvinculado do bolsonarismo.

Aécio Neves tentou voltar ao Senado e encerra 2026 sem vaga na Casa Alta; Ciro Gomes tentou retornar ao governo do Ceará e ficou sem mandato eletivo.

Marina Silva e Simone Tebet disputaram vagas no Senado por São Paulo e não foram eleitas; José Dirceu tentou voltar à Câmara por São Paulo e também foi derrotado.

Gleisi Hoffmann disputou o Senado pelo Paraná e ficou em 4º lugar, atrás de Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo); o registro de Dallagnol foi inicialmente indeferido pelo TSE, mas o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão no domingo e manteve a candidatura.

Roseana Sarney tentou voltar ao Senado pelo Maranhão e não conseguiu vaga; Benedita da Silva disputou o Senado pelo Rio de Janeiro e foi derrotada; Paulo Pimenta ficou fora das duas vagas do Rio Grande do Sul; Delúbio Soares, candidato a deputado federal por Goiás e condenado nos processos do Mensalão e da Lava Jato, não voltou ao Congresso.

A lista reúne ex-governadores, ex-ministros, ex-presidentes do Congresso e congressistas com décadas de mandatos, um indicador de transição geracional na política iniciada após a redemocratização.

4.out.2026 — data do 1º turno

15 anos — trajetória de Randolfe Rodrigues no Senado interrompida

1995 — ano em que Renan Calheiros assumiu como senador

A transição não significa rejeição unívoca aos políticos tradicionais, mas marca o encerramento de uma geração que dominou a política brasileira nas últimas décadas.