Eleições 2026: como identificar golpes e falsificações com IA
Especialista aponta sinais em vídeos, áudios e sites; TSE proíbe deepfakes em propaganda e eleição tem primeiro turno em 4 de outubro

A IA pode gerar vídeos, áudios e sites falsos que pedem dinheiro ou manipulam imagens de candidatos.
O TSE proibiu deepfakes em propaganda eleitoral e pesquisas eleitorais devem ser registradas no PesqEle até cinco dias antes da divulgação.
O especialista em riscos cibernéticos Luiz Milagres indica sinais de manipulação: alterações no rosto, movimentos pouco naturais, mãos e dentes com falhas, pausas e padrões estranhos na voz, além de reação emocional intensa ao ver o conteúdo.
Milagres alertou que mensagens encaminhadas pelo WhatsApp podem ser falsas mesmo vindas de amigos e recomendou checar se a informação aparece em veículos jornalísticos ou em canais oficiais do TSE, incluindo a página Fato ou Boato.
Golpes comuns: vídeos ou áudios falsos pedindo Pix usando imagem de figura pública; páginas que imitam identidade visual de veículos com endereços eletrônicos adulterados.
Para pesquisas eleitorais, empresas devem registrar levantamentos no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle); publicações sem número de registro do TSE podem ser falsas.
73% — percentual que desaprova o uso de IA por candidatos, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em agosto
5 dias — prazo mínimo antes da divulgação para registrar pesquisas no PesqEle
4 de outubro — data do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026
"Se o vídeo lhe causa uma revolta enorme ou um susto muito grande logo de primeira, pare e desconfie", disse Luiz Milagres sobre o principal sinal de conteúdo falso.
Não compartilhe imediatamente: feche a mensagem, não pague nada, procure o site ou perfil oficial da fonte, consulte o PesqEle e denuncie contas que pedem transferência financeira.