Erika Kokay propõe proibir suplentes parentes no Senado
Projeto foi apresentado na última semana; ela defendeu a medida no debate do Metrópoles nesta quinta (24/9)

Erika Kokay (PT) defendeu proibir que candidatos ao Senado indiquem parentes como suplentes no debate do Metrópoles, nesta quinta (24/9).
A candidata apresentou na última semana um projeto que busca impedir familiares de integrarem a mesma chapa como suplentes para o Senado.
Erika afirmou que mais da metade dos mandatos de senador foi ocupada por suplentes nos últimos oito anos, questionou Sebastião Coelho (Novo) sobre a prática e criticou a mistura de interesses familiares com recursos públicos: “Orçamento público não pode resolver problema de orçamento doméstico”.
No Distrito Federal, as candidaturas de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) registram como suplentes, respectivamente, o irmão Diego Torres e o filho Samuel Kicis.
Em outro trecho do debate, Erika defendeu o fim da escala 6×1, redução da jornada e a adoção de dois dias de descanso por semana, dizendo: “Tenho a convicção de que o Brasil dará uma resposta para derrubar a escala 6×1”.
Ao falar do Banco de Brasília (BRB), afirmou que o banco “foi saqueado”, pediu a recuperação dos recursos e disse ter participado de iniciativas no STF e na Polícia Federal para localizar valores; criticou a governadora Celina Leão (PP) ao afirmar que ela “mente” e não tem credibilidade para resolver a crise.
Nas considerações finais, Erika citou políticas para baixa renda, mulheres, mães atípicas e crianças com deficiência, mencionou um projeto seu sobre educação precoce para crianças com deficiência e concluiu: “O nosso lado é o lado do povo”.
O debate do Metrópoles reuniu cinco candidatos ao Senado pelo Distrito Federal: Erika Kokay (PT), Sebastião Coelho (Novo), Guto Felicio (PSDB), Marley (Avante) e Ronaldo Fonseca (PSD).