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Especialistas alertam: previdência social atual está em risco

No XII Fórum da Fenaprevi, debatedores pediram migração para previdência privada e poupança individual.

Redação POLITICA.SP20 de set. de 2026 · 10h032 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Especialistas alertam: previdência social atual está em risco
Reprodução: istoedinheiro.com.br

A previdência social tradicional está em risco iminente, afirmaram especialistas no XII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, nesta quarta-feira (16).

O rombo anual do sistema público chega a cerca de R$ 1 trilhão e representa entre 3,5% e 4% do PIB, pressionando a necessidade de mudança de modelo.

O evento da Fenaprevi reuniu economistas e representantes do setor; Eduardo Giannetti disse que a base demográfica que sustentava o regime de repartição não existe mais.

Dyogo Oliveira, diretor-presidente da CNseg, apontou que em 1980 havia quatro contribuintes por aposentado; hoje são 1,8, e a projeção é de 1,5 em 2032.

Oliveira também destacou que a sobrevida aos 60 anos subiu de 16 para 22 anos, elevando o custo por aposentado em cerca de 40%.

Devanir Silva, superintendente-geral da Abrapp, afirmou: “Acho que não precisamos de uma reforma nos moldes tradicionais. Precisamos mudar nosso discurso: o Brasil não precisa de uma reforma, precisa de uma nova previdência.”

Ana Paula Vescovi detalhou desigualdades nos déficits por regime: falta de cobertura no Regime Geral (INSS) equivale a R$ 9.000 por contribuinte; civis, R$ 70.000; militares, R$ 130.000; servidores do Distrito Federal, R$ 270.000.

Especialistas defenderam a migração para um modelo de capitalização, fortalecimento da previdência privada e campanhas educativas para quem tem menos de 30 ou 35 anos.

R$ 1 trilhão — custo anual aproximado do sistema público

3,5%–4% do PIB — déficit estrutural da previdência pública

4 para 1 — relação contribuinte/aposentado em 1980

1,8 para 1 — relação atual de trabalhadores por beneficiário

1,5 para 1 — projeção para 2032

+6 anos — aumento da sobrevida média de quem já tem 60 anos, de 16 para 22 anos

O caminho imediato proposto é incentivar poupança individual e ampliar planos privados, com campanhas educativas contínuas voltadas às novas gerações.