Ester Moraes (PV) apresenta propostas para proteger Santana de Parnaíba durante revisão do Plano Diretor
Candidata defende estudos de impactos cumulativos, pagamento por serviços ambientais e contrapartidas de empreendimentos.

Ester Moraes, do PV, apresentou posicionamento sobre proteção ambiental e urbanismo em Santana de Parnaíba, durante a revisão do Plano Diretor.
A proposta prevê legislação estadual obrigando estudos de impactos cumulativos e de capacidade de suporte antes da aprovação de grandes empreendimentos.
O Plano Diretor municipal está em revisão; questões como licenciamento ambiental, proteção de recursos hídricos, infraestrutura regional, preservação do patrimônio e regulamentação de grandes obras dependem de ações da Assembleia Legislativa de São Paulo.
Santana de Parnaíba abriga Reserva Biológica Tamboré, o Território de Preservação Ambiental do Voturuna, o Manancial Santo André, os rios Tietê e Juqueri, nascentes e grandes áreas remanescentes de Mata Atlântica na Região Metropolitana de São Paulo.
A cidade preserva um conjunto histórico com casarões, igrejas e o evento popular Drama da Paixão, apontado como motor do turismo e da economia criativa local.
A candidata citou riscos da soma de projetos — data centers, beach clubs, shopping centers, condomínios residenciais, centros logísticos e polos empresariais — sobre água, energia, trânsito, drenagem, saneamento, biodiversidade e serviços públicos.
Ester Moraes defende que quem gera impacto e lucros arque com contrapartidas financeiras para obras de mobilidade, saúde, educação, drenagem, saneamento e preservação de áreas verdes, com critérios técnicos, transparência e fiscalização.
A proteção dos mananciais deve incluir combate à poluição, recuperação ambiental, monitoramento de bacias e incentivos a proprietários que preservam nascentes e vegetação nativa, com programas como Pagamento por Serviços Ambientais e Produtor de Água.
Moraes pede regras específicas exigindo estudos antes de grandes projetos próximos a áreas históricas, culturais ou ambientalmente sensíveis, para garantir planejamento e respeito à identidade da cidade.