Estudantes voltam às ruas da Itália por educação e contra gastos militares
Manifestações ocorreram em 17 e 16 de junho em várias cidades; confrontos e vandalismo também registraram críticas da primeira‑ministra Giorgia Meloni

Estudantes e apoiadores protestaram na Itália neste sábado (17) por mais investimentos na educação e contra gastos em armamentos.
Os atos seguiram mobilização iniciada na sexta (16) e atingiram Cagliari, Corigliano Rossano, Bergamo e Bolonha, além de confrontos em frente ao Ministério da Educação, em Roma.
Em Cagliari, mais de 600 estudantes se concentraram na Piazza Garibaldi e caminharam até a sede do Conselho Regional, com faixas e mensagens como “Dinheiro para as escolas, não para a guerra”; universitários montaram barracas diante da Faculdade de Humanidades.
Em Corigliano Rossano, estudantes, moradores e agricultores protestaram com uma fila de tratores; os agricultores já faziam ato contra o aumento dos combustíveis e mantinham um ponto na rotatória de Santa Lucia.
Em Bergamo, uma passeata da Piazzale Marconi até Porta Nuova regouou palavras de ordem pela paz e cantou Bella Ciao; um grupo se afastou e praticou vandalismo, derrubando lixeiras e arrancando placas; cerca de dez pessoas foram levadas à delegacia.
Em Bolonha, estudantes bloquearam entradas de várias escolas e provocaram interrupções no trânsito em pontos da cidade.
O universitário Francesco Ledda, da Universidade de Cagliari, disse que a mobilização quer chamar atenção para “as condições estruturais da nossa universidade” e a falta de financiamento para pesquisa, doutorados e corpo docente.
Antonio Emanuel Rizzo, porta‑voz da Coordenação Regional dos Conselhos Estudantis da Calábria, condenou os confrontos de sexta em Roma e defendeu que as reivindicações sejam apresentadas via diálogo com as instituições.
Após participar do Conselho Europeu em Bruxelas, a primeira‑ministra Giorgia Meloni afirmou que “fico sempre satisfeita quando há mobilização”, mas pediu que partidos de oposição condenem explicitamente a violência e afirmou que manifestações pacíficas não podem ser confundidas com ataques a policiais ou uso de artefatos explosivos.