Estudo entrega 66 propostas para modernizar a política agrícola a partir de 2027
Documento, em fase final, reúne recomendações sobre crédito, seguro rural, regulação e orçamento e será disponibilizado a candidatos e à FPA.

Um estudo com 66 propostas para modernizar a política agrícola brasileira entrou na fase final e deve subsidiar discussões a partir de 2027.
As recomendações focam em crédito rural, seguro rural, ambiente regulatório (com ênfase no mercado de capitais) e orçamento público, e serão reunidas num Position Paper.
O trabalho foi apresentado em 18 de outubro, em São Paulo, durante o Summit Agroconsult 2026, realizado na sede do Itaú BBA e com mais de 100 lideranças empresariais e produtores presentes.
A iniciativa partiu da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e teve coordenação do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), que contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Agroconsult para conduzir tecnicamente o estudo.
Tania Zanella, presidente do IPA e presidente executiva do Sistema OCB, disse que o processo buscou diálogo entre diversos segmentos para produzir um diagnóstico técnico representativo: "Desde o início, nossa preocupação foi construir um trabalho coletivo, técnico e que representasse as diferentes realidades do setor."
O IPA criou um Núcleo Técnico para acompanhar a elaboração; participaram da construção entidades como CNA, Sistema OCB, Aprosoja, CropLife, Abimaq e Abiove, que contribuíram em todas as etapas.
A elaboração incluiu diagnóstico da política agrícola brasileira, comparação com experiências internacionais e centenas de contatos e entrevistas com representantes da cadeia do agronegócio.
No Summit, Tania participou do painel "Reforma da política agrícola e do seguro rural" ao lado da senadora Tereza Cristina (MS), de Carlos Ortiz, da consultoria Centrec, e de Guilherme Bastos, da FGV.
66 — propostas consolidadas no estudo
mais de 100 — lideranças empresariais e produtores presentes no Summit
O Position Paper será disponibilizado à FPA e às equipes dos candidatos à Presidência da República para orientar propostas do próximo governo.
A implementação das propostas dependerá da articulação entre setor produtivo, Congresso Nacional e Executivo, segundo Tania Zanella.