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EUA exigiram que Brasil não prenda “dissidentes” e garanta eleições livres

Documento sigiloso, entregue em 16 de outubro de 2025, fazia parte de uma proposta com 21 pontos comerciais após tarifa de 50%.

Redação POLITICA.SP17 de set. de 2026 · 14h347 acessos📲 Enviar no WhatsApp
EUA exigiram que Brasil não prenda “dissidentes” e garanta eleições livres
Reprodução: www.poder360.com.br

Os EUA exigiram que o Brasil não detenha ou impeça “arbitrariamente” dissidentes políticos nas eleições de 2026.

O documento também pedia compromisso com eleições “livres e justas”, condicionado a ajustes no tarifaço americano.

A proposta chegou a uma missão brasileira em Washington em 16 de outubro de 2025, liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A lista americana tinha 21 tópicos, a maioria de viés comercial, vinculando obrigações brasileiras a contrapartidas no tarifário.

O tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil foi de 50%, anunciado em julho de 2025, e a proposta era a primeira oferta entre os governos desde então.

Vieira e sua equipe receberam e analisaram o documento; o chanceler considerou a proposta “inaceitável”.

Nenhuma negociação sobre as exigências políticas foi iniciada, e é improvável que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha visto o documento.

Lula e Donald Trump se reuniram na Malásia 10 dias depois da entrega do documento; não houve novas tratativas sobre o tema político durante o encontro.

Em reunião no Palácio da Alvorada, Mauro Vieira relatou brevemente o curso da reunião com o secretário de Estado Marco Rubio, e reforçou que o plano norte-americano não iria prosperar.

16 de outubro de 2025 — data de entrega do documento

21 — número de tópicos na proposta americana

50% — tarifa imposta pelos EUA ao Brasil em julho de 2025

Próximo passo: nenhuma negociação foi iniciada após a recusa brasileira.