Fachin: mulheres são minoria nos postos de decisão, apesar de maioria entre eleitores
Declaração foi feita na quarta (23), durante lançamento de livro na biblioteca do Supremo; ministro citou dados do próprio tribunal

Edson Fachin afirmou nesta quarta (23) que, sendo maioria entre os eleitores, as mulheres continuam minoria nos espaços de poder.
A afirmação veio no lançamento de um livro na biblioteca do Supremo e trouxe como dado concreto a baixa presença feminina na própria corte: em 135 anos, o tribunal teve apenas agora a terceira mulher no cargo de diretora-geral; entre os 11 ministros, Cármen Lúcia é a única mulher.
No meio do discurso, o celular de Fachin tocou no bolso; ele comentou o incidente lembrando outro alarme que havia soado mais cedo no plenário e chamou o episódio de “um sinal dos tempos”.
Fachin disse que a democracia não deve ser medida só pela participação formal no processo eleitoral, mas pela presença efetiva de diferentes grupos em espaços de representação e comando: “Sendo maioria entre os eleitores, as mulheres continuam sendo minoria nos espaços de poder.”
Ao citar a ex-juíza americana Ruth Bader Ginsburg, Fachin afirmou que a predominância masculina em tribunais e outros espaços de poder foi naturalizada ao longo do tempo e que “há muito trabalho a fazer”.
135 anos — tempo de história do Supremo
3 — número de mulheres que já ocuparam o cargo de diretora-geral
11 — total de ministros no tribunal; 1 mulher (Cármen Lúcia)