Feminicídios caem 4,5% no país entre jan‑set; tentativas sobem para 12 por dia
Foram 1.082 feminicídios em 2026 até setembro; tentativas chegaram a 3.350 no mesmo período, alta de 10,4%

O Brasil registrou queda de 4,5% nos feminicídios entre janeiro e setembro de 2026: 1.082 vítimas ante 1.133 em 2025.
As tentativas de feminicídio subiram 10,4% no período, para 3.350 casos — média de 12 por dia.
No terceiro trimestre de 2026 houve 338 feminicídios, contra 365 no mesmo período de 2025, recuo de 7,4%; o segundo trimestre também teve queda de 14,7 após alta de 9,1 no primeiro trimestre.
Onze estados tiveram aumento no período: Sergipe, Amapá, Amazonas, Goiás, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
A série histórica mostra escalada de tentativas especialmente desde 2022, quando os registros ultrapassaram 2.000 casos; o patamar de 2026 permanece acima de anos anteriores.
Parte do aumento é atribuída ao aprimoramento da identificação e classificação pelas polícias e pelo sistema de Justiça, que passaram a enquadrar corretamente mortes antes registradas como homicídios.
Em 9 de março de 2015 a Lei do Feminicídio tipificou o crime; em 2024 o feminicídio deixou de ser qualificadora do homicídio e virou crime autônomo, com penas de 20 a 40 anos, que podem chegar a 60 anos com agravantes.
O governo lançou neste ano o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio e inaugurou o Centro Integrado Mulher Segura; a pasta do Ministério da Justiça coordena a Operação Mulher Segura, que em 141 dias prendeu 57.790 suspeitos (49.129 em flagrante e 8.661 por mandado).