Flamengo defende regulamentação e quer foco contra bets ilegais
Clube afirma que proibição de apostas regulamentadas pode riscar contratos e pede fortalecer fiscalização, não banir o mercado

Flamengo reafirma ser contra a proibição das bets regulamentadas e pede que o governo combata plataformas que operam ilegalmente no país.
O clube diz que uma proibição colocaria em risco contratos de patrocínio já firmados, compromissos financeiros, investimentos e contratações assumidos com base na regulamentação vigente.
Em nota, o Flamengo afirmou que o Brasil regulou as apostas após ampla discussão e aprovação do Congresso Nacional, criando regras, mecanismos de fiscalização e medidas de proteção aos consumidores.
O clube defende coexistência entre jogo legalizado e proteção à população contra endividamento e dependência, e propõe políticas públicas baseadas em evidências para saúde financeira e emocional das famílias.
O texto do Flamengo pede fortalecer fiscalização, aperfeiçoar mecanismos de proteção e impedir operadores ilegais, argumentando que o mercado clandestino tem menos instrumentos de controle.
Depois da nota “O Fim do Futebol Brasileiro” de grandes clubes, a repercussão negativa nas redes levou equipes a se recolherem ao silêncio; o Flamengo decidiu manter a posição pública.
Uma análise publicada na última sexta (18) monitorou 90.123 interações no X e Instagram sobre o posicionamento dos clubes; em 31.761 delas foi possível identificar posição clara dos usuários.
Dos 31.761 comentários identificáveis, 88% criticaram a postura dos clubes, 6,9% tiveram posição intermediária e 5,1% apoiaram o manifesto a favor das apostas.
Outros recortes da análise mostraram que 19,6% das respostas mencionaram dependência financeira ou interesse econômico dos clubes, 13,5% citaram impactos sociais (vício, endividamento, famílias) e 10,5% lembraram que o futebol existia antes das bets.
Ainda não há data para a Medida Provisória do governo com possíveis restrições às bets, não se sabe o alcance das medidas e existe expectativa de que a MP seja publicada após o primeiro turno da eleição presidencial.
"A proteção à saúde e ao bem-estar da população deve ser tratada com seriedade", disse o Flamengo na nota ao defender políticas públicas e evitar substituir o mercado regulado por clandestino.