Flamengo pede vaga no STF e estrangeiras reclamam da proibição das bets
MP assinada por Lula jogou apostas de volta à ilegalidade; Flamengo quer participar das ADIs que estão no Supremo.

A edição 2026 do SBC Summit Lisboa começou nesta terça (29) com cerca de 40 mil profissionais reagindo à MP que proíbe apostas no Brasil.
A MP assinada por Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada deve gerar perdas imediatas: a Flutter estima queda de US$ 70 milhões na receita em 2026 e perda de US$ 20 milhões no lucro operacional ajustado.
No evento, Bernardo Cavalcanti Freire, consultor jurídico da ANJL e sócio do Betlaw, criticou a ruptura nas regras após a recente regulação, e Fellipe Gallio, diretor administrativo da LBBR, pediu previsibilidade regulatória.
A Flutter, dona da Betano e Betfair, disse estar "extremamente decepcionada" e avaliará todas as opções, inclusive recorrer; a estimativa de impacto considera três meses de proibição em 2026.
O Flamengo requisitou ao Supremo Tribunal Federal ingresso como amicus curiae nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade que tratam da regulamentação das apostas.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, questionou o impacto do fim do patrocínio da Betano: "Como é que eu vou pagar o Paquetá em janeiro?" e o clube cogita paralisar o Brasileirão para pressionar o governo.
Em São Paulo, Adibe Marques, diretor comercial da Cimed, visitou o Morumbi; a negociação com o clube é por produtos licenciados, não pelo naming rights.
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou o contrato com a Ticketmaster por 184 votos a 44 e uma abstenção; a empresa assume venda de ingressos em janeiro.
US$ 70 milhões — queda de receita estimada para a Flutter em 2026
US$ 20 milhões — impacto negativo estimado no lucro operacional ajustado da Flutter
R$ 30 milhões — valor imediato pelo camarote cedido ao Morumbi
R$ 110 milhões — adiantamento do contrato de bilheteria a ser pago em até 45 dias
A mudança do programa de sócio-torcedor para a Ticketmaster tem prazo de 180 dias, mas pode ser antecipada conforme negociações com a atual gestora.
As Ações Diretas de Inconstitucionalidade sobre a regulamentação das apostas seguem em análise no STF, onde o Flamengo quer apresentar argumentos.