Fura-Fila, bonequinhos e pinturas: o transporte como cartão de governo em SP
Casos históricos de São Paulo e Santo André mostram promessas, custos e trocas de identidade que valem como critério nas eleições de 4 de outubro de 2026.

Promessas e marcas em ônibus viram vitrines de governo e devem ser cobradas pelo serviço entregue, financiamento e continuidade.
Esses episódios servem para avaliar propostas dos candidatos nas eleições de 4 de outubro de 2026: peça plano de execução, fonte de recursos e metas mensuráveis.
O Fura-Fila foi a principal bandeira de Celso Pitta na campanha de 1996, com apoio de Paulo Maluf, prevendo ônibus elétricos biarticulados em infraestrutura própria.
O prazo de 1998 não foi cumprido; até 2006 o projeto acumulava R$ 675 milhões em gastos na época, mudou de nome para Paulistão e depois Expresso Tiradentes.
A primeira etapa, de 8,5 quilômetros entre Parque Dom Pedro II e Sacomã, foi inaugurada em 8 de março de 2007, operando com ônibus conduzidos por motoristas.
Na gestão Marta Suplicy (2001–2004) ônibus municipais exibiram figuras humanas em vermelho e branco — os “bonequinhos” — que geraram ação do PSDB em 2001 e remoção por José Serra em janeiro de 2005.
Em Santo André, mudanças de administração chegaram a deixar três padrões de pintura convivendo nas mesmas linhas durante a transição.
Para o passageiro a avaliação útil exige perguntas objetivas: que problema será resolvido, por que aquela tecnologia foi escolhida, qual o cronograma e quem paga.
8,5 km — extensão da 1ª etapa inaugurada do Expresso Tiradentes
R$ 675 milhões — despesas acumuladas até 2006, em valores da época
A votação acontece em 4 de outubro de 2026; cobre dos candidatos cronograma, orçamento e impacto direto no tempo de viagem dos usuários.