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Gilmar recebeu petição para anular votos de Deltan no Paraná

Pedido da reclamação 94.666 solicita que a candidatura conste como indeferida antes do fim da votação de domingo (4.out).

Redação POLITICA.SP3 de out. de 2026 · 15h320 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Gilmar recebeu petição para anular votos de Deltan no Paraná
Reprodução: www.poder360.com.br

Gilmar Mendes recebeu neste sábado (3.out.2026) petição para que votos de Deltan Dallagnol (Novo) sejam considerados nulos.

Se os votos de Deltan forem anulados, eles deixam de contar na definição das duas vagas do Senado do Paraná, o que pode beneficiar Gleisi Hoffmann (PT), que registra 16% na pesquisa citada.

A reclamação nº 94.666 foi distribuída diretamente ao gabinete do relator, com protocolo às 13h01 deste sábado; os autores pedem que o registro de Deltan conste no sistema de totalização como "indeferido com recurso" antes do encerramento da votação neste domingo (4.out).

Os advogados que assinam a petição são Bruno Soares Figueiredo, Luiz Eduardo Peccinin, Juliana Bertholdi e Dylliardi Alessi; Peccinin tem histórico de atuação para o PT no Paraná e já representou a Federação Brasil da Esperança.

A petição afirma que o TSE reconheceu a inelegibilidade de Deltan por oito anos, contados de 3 de novembro de 2021, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná deferiu por 4 a 3 o registro de Deltan; a decisão no TSE é alvo de recurso e, em setembro, a Corte Eleitoral suspendeu atos de campanha do candidato.

A Procuradoria-Geral Eleitoral apresentou parecer favorável à manutenção do registro na sexta-feira (2.out); os advogados pedem, alternativamente, que os votos sejam anulados sub judice e que Deltan não seja proclamado eleito nem diplomado até o julgamento do TSE.

3.out.2026 — petição protocolada às 13h01 no gabinete de Gilmar Mendes

Reclamação nº 94.666 — instrumento usado pelos advogados

3 de nov. de 2021 — data a partir da qual os oito anos de inelegibilidade teriam contado

11 a 15 de setembro — período da pesquisa Real Time Big Data: Deltan 19%; Alexandre Curi (Republicanos) 18%; Filipe Barros (PL) 18%; Gleisi Hoffmann (PT) 16%.

A assessoria do STF afirmou que "o que já estiver nos gabinetes não é alcançado pela Resolução, que tem efeitos pra frente" e que, por se tratar de tema urgente, o ministro proferiu decisão.

Os advogados pedem que Gilmar decida antes do encerramento da votação de domingo (4.out) ou, se entender inacessível pela reclamação, que transforme o pedido em nova reclamação distribuída por prevenção ao próprio ministro.