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Governo acusa bancos de deixar passar dinheiro de apostas ilegais

Secretaria do Ministério da Fazenda diz que instituições identificam padrões, mas não bloqueiam valores nem comunicam órgãos; cronograma para derrubar plataformas já tem datas

Redação POLITICA.SP29 de set. de 2026 · 20h350 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Governo acusa bancos de deixar passar dinheiro de apostas ilegais
Reprodução: www.poder360.com.br

Governo afirma que bancos deixam passar e não fecham contas usadas para transações de apostas ilegais.

Saldos dos apostadores ficam disponíveis para saque até 5 de outubro; plataformas serão tiradas do ar em 6 de outubro; devolução intermediada pelos bancos de 9 a 14 de outubro; a partir de 14 de outubro a Caixa intermediará casos com impedimentos.

O subsecretário Carlos Renato Xavier de Resende, da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, disse isso em Brasília nesta 3ª feira (29.set.2026); o evento contou com a presença do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e de representantes do MJ‑SP, da Anatel e da Secretaria de Políticas Digitais da Presidência da República.

Resende afirmou que as instituições financeiras conseguem identificar padrões suspeitos, mas não bloqueiam valores nem comunicam os órgãos do Estado; a força‑tarefa do Executivo chamará representantes do setor financeiro para prestar esclarecimentos sobre a circulação contínua desses recursos.

Até setembro de 2026 a estratégia focava no bloqueio individual de sites, procedimento considerado ineficiente; a nova orientação do governo prioriza a “asfixia financeira” de grupos irregulares.

5 de outubro — saldos disponíveis para saque

6 de outubro — plataformas tiradas do ar

9 a 14 de outubro — devolução intermediada pelos bancos

a partir de 14 de outubro — Caixa Econômica Federal intermedia casos com impedimentos

"A mesma ‘padaria ABC’ que permite receber valores da Betlegal é a mesma empresa que recebe valores do tráfico de drogas, do golpe do INSS, do golpe do advogado", disse Carlos Renato Xavier de Resende em Brasília.

O processo de fiscalização funciona em quatro etapas: a SPA emite auto de constatação; o documento é enviado ao sistema financeiro para bloqueio imediato; a Senasp, do MJ‑SP, abre processo administrativo com contraditório e ampla defesa; ao fim, os valores retidos podem ser confiscados em favor da União.