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Governo Lula proíbe bets e não devolverá R$2,5 bilhões em outorgas

MP publicada em 25.set.banirá apostas; saldos liberados para saque até 5.out e texto precisa ser aprovado pelo Congresso em 120 dias

Redação POLITICA.SP25 de set. de 2026 · 22h020 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Governo Lula proíbe bets e não devolverá R$2,5 bilhões em outorgas
Reprodução: www.poder360.com.br

Governo Lula baniu as bets no Brasil em 25.set.2026 e anunciou que não devolverá as outorgas pagas por empresas de apostas online.

Os saldos dos apostadores ficarão disponíveis para saque até 5 de outubro; a proibição entra em vigor na publicação da medida provisória e precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a União arrecadou cerca de R$ 2,5 bilhões em taxas de outorga desde a regulamentação do setor, em 2023.

Cada autorização custava R$ 30 milhões e tinha validade de 5 anos; Durigan disse que a outorga foi contraprestação precária e, portanto, não será devolvida.

A MP proíbe cassinos online, plataformas de apostas esportivas e o “Tigrinho”; a partir de 25.set não será mais possível apostar nas bets.

Publicidade de casas de aposta será proibida na publicação da MP, devendo ser removida até 5.out de ambientes físicos e digitais, inclusive patrocínios.

O governo reforçará derrubada de sites ilegais em ações coordenadas com a Anatel e lojas de aplicativos; a AGU buscará expropriar contas de apostas ilegais para destinar recursos à segurança pública.

Plataformas de jogos afirmam que investiram em equipes, publicidade, tecnologia e estrutura, e pretendem acionar a Justiça contra o banimento; o IBJR, representado por Carlos Lima, alertou para insegurança jurídica.

Pesquisas da Secretaria de Comunicação Social indicam apoio da maioria da população a regras mais duras para as bets, com adesão maior entre mulheres e segmentos religiosos, especialmente evangélicos.

Em abril, o partido do presidente apresentou projeto para proibir as bets na Câmara; em julho, foi determinada advertência obrigatória nas publicidades sobre riscos financeiros e dependência.

R$ 2,5 bilhões — arrecadados pela União em outorgas desde 2023

R$ 30 milhões — custo de cada autorização, validade de 5 anos

5 de outubro — prazo para saque dos saldos dos apostadores e remoção de publicidade

120 dias — prazo para o Congresso aprovar a MP e evitar sua caducidade

"A outorga foi uma contraprestação feita naquele momento por uma autorização que tem por natureza precária", declarou o ministro Dario Durigan a jornalistas.

A MP entra em vigor na publicação; o próximo passo é a votação no Congresso dentro de 120 dias para não caducar.