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Governo reajusta Bolsa Família em 15,04%; piso sobe para R$ 691

Correção valerá a partir de outubro e alcança 19,34 milhões de famílias — maioria chefiada por mulheres negras

Redação POLITICA.SP24 de set. de 2026 · 20h024 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Governo reajusta Bolsa Família em 15,04%; piso sobe para R$ 691
Reprodução: nosmulheresdaperiferia.org.br

O governo anunciou reajuste de 15,04% no Bolsa Família; o piso sobe de R$ 600 para R$ 691 e passa a vigorar em outubro.

O aumento alcança 19,34 milhões de famílias, o que equivale a 50,1 milhões de pessoas, e terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027.

O Decreto nº 13.120 aplica 15,04%, percentual correspondente à variação do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026; o Benefício de Renda de Cidadania fica em R$ 164 por integrante, o Benefício Primeira Infância em R$ 173 por criança e o Benefício Variável Familiar em R$ 58 por integrante.

A correção é a primeira desde a reformulação do programa em 2023; a Lei nº 14.601 determina atualização em até 24 meses e proíbe redução de valores.

Paola Carvalho, coordenadora técnica e de relações institucionais da Ju do Bolsa, afirmou que a correção compensa três anos e meio de defasagem e que o congelamento, não a correção, exigiria explicação.

A Ju do Bolsa é um serviço gratuito de informação sobre o programa com atendimento por WhatsApp, Instagram e Messenger, combina assistente virtual e equipe de especialistas, e nunca pede documento, senha ou dado bancário; a iniciativa é facilitada pela Quid.

O critério de acesso segue sendo renda mensal de até R$ 218 por pessoa — em família de quatro pessoas, renda total de até R$ 872 por mês — e, segundo o Informe Bolsa Família nº 109, 84,2% dos responsáveis no programa são mulheres e 74,8% dessas mulheres são negras.

Porcentuais e projeções:

15,04% — reajuste aplicado pelo Decreto nº 13.120

R$ 691 — novo piso do Bolsa Família

19,34 milhões — famílias beneficiadas (50,1 milhões de pessoas)

R$ 5,8 bilhões — impacto em 2026

R$ 22,7 bilhões — impacto em 2027

"A correção não é um gesto de governo, é o cumprimento de um dispositivo aprovado em 2023", disse Paola Carvalho, defendendo que a atualização atende previsão legal.

O pagamento com os novos valores começa em outubro.