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Guerras dominarão discursos na 81ª Assembleia Geral da ONU

A reunião começa nesta terça (22/9) em Nova York e terá cinco dias de declarações de chefes de Estado sobre conflitos e multilateralismo.

Redação POLITICA.SP22 de set. de 2026 · 05h011 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Guerras dominarão discursos na 81ª Assembleia Geral da ONU
Reprodução: www.metropoles.com

Guerras e conflitos armados serão o foco central dos discursos na 81ª Assembleia Geral da ONU, que começa nesta terça (22/9) em Nova York.

Os líderes devem abordar cessar-fogo, proteção de civis, ajuda humanitária, respeito ao direito internacional e a capacidade das instituições multilaterais de mediar crises.

O evento abre com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem participações esperadas dos presidentes Donald Trump (EUA) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia), e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (Israel); a agenda dura cinco dias em Nova York.

As tensões no Oriente Médio e no leste europeu entre Rússia e Ucrânia serão citadas, e líderes também devem tratar de hostilidades em curso na Europa, Ásia e Oriente Médio.

A Assembleia Geral é composta por 193 países-membros, realiza sessões regulares entre setembro e dezembro e promove anualmente a Semana de Alto Nível com chefes de Estado em Nova York.

Há apelos por reformas no Conselho de Segurança: o órgão tem cinco membros permanentes — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — e poder de veto que, na prática, define suas decisões.

"O Conselho de Segurança foi formado depois da Segunda Guerra Mundial, e reflete a ordem global em vigor naquela época", disse o doutor em Política Comparada Paulo Cesar Rebello, ao defender a necessidade de renovação.

65 — conflitos armados entre Estados registrados em 2025, em 35 países

US$ 2,9 bilhões — despesas militares globais recordes no último ano, segundo o manifesto assinado por Lula e outros líderes

24 milhões — pessoas em grave insegurança alimentar no Sudão

14 milhões — sudaneses deslocados por violência entre SAF e RSF

Lula já assinou manifesto com líderes da União Europeia, Canadá e Quênia pedindo reforma do Conselho de Segurança, tema que deve reaparecer em seu discurso na ONU.