Hospedagem da comitiva de Lula em Nova York soma R$ 3,232.523,55
Pagamentos ao Hyatt e Park Lane foram registrados como hospedagem da delegação durante a 81ª Assembleia-Geral da ONU

Hospedagem da comitiva de Lula na 81ª Assembleia-Geral da ONU em Nova York soma R$ 3.232.523,55 em pagamentos identificados.
O total parcial de R$ 3,232,523.55 supera em R$ 312.000,56 (10,7%) os R$ 2,92 milhões registrados como hospedagem da delegação em 2025.
Dois pagamentos ao Hyatt Grand Central New York somaram R$ 2.217.655,99: R$ 913.655,98 e R$ 1.304.000,01; dois pagamentos ao Park Lane Hotel somaram R$ 1.014.867,56: R$ 507.824,60 e R$ 507.042,96; os registros vinculam as despesas à Delegação do Brasil junto às Nações Unidas e descrevem-nas como hospedagem durante a 81ª Assembleia-Geral.
Os documentos consultados não detalham quantas pessoas foram hospedadas, quantos quartos foram reservados nem quantas diárias foram contratadas, o que impede calcular custo por hóspede, quarto ou noite.
O Itamaraty informou que os R$ 3,2 milhões não incluem a hospedagem do presidente, porque “O presidente da República se instalou, como é de conhecimento público, na Residência do Representante Permanente do Brasil junto à ONU, sem custos de hospedagem ao erário”.
Em 2025, registros iniciais apontaram R$ 4,31 milhões em despesas daquela delegação; documentação posterior ajustou para R$ 2,92 milhões em hospedagem; o Itamaraty também informou, em resposta a requerimento da Câmara, que a viagem de 2025 custou ao menos R$ 6 milhões considerando outras despesas da missão.
O fotógrafo Ricardo Stuckert, ex-secretário exonerado com efeitos a partir de 4 de julho, acompanhou agendas presidenciais em Nova York: registrou a audiência de Lula com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, na residência oficial em 21 de setembro, e fotografou Lula na abertura do Debate Geral em 22 de setembro; Stuckert havia acompanhado Lula em agosto ao Amapá como “a convite, dentro da comitiva presidencial, como fotojornalista”, sem diária ou pagamento público, conforme divulgado pela campanha.
A execução das despesas ainda não foi concluída pelo Itamaraty; não há valor final consolidado da missão de 2026 para comparação completa com 2025.