Inadimplência bancária sobe a 5,04% em agosto, maior da série do BC
Alta mensal de 0,16 ponto e avanço de 0,90 p.p. em 12 meses; famílias puxam elevação

A taxa de inadimplência da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional chegou a 5,04% em agosto de 2026, maior nível desde março de 2011.
O indicador subiu 0,16 ponto percentual em agosto ante julho (4,88%) e avançou 0,90 p.p. em 12 meses (era 4,14% em agosto de 2025).
A inadimplência das pessoas físicas passou a 6,0% em agosto, também recorde da série, enquanto a das pessoas jurídicas ficou estável em 3,3%.
No crédito livre, a inadimplência total foi de 6,6% em agosto; entre pessoas físicas, ficou em 8,0% e entre empresas, em 4,3%.
A taxa média de juros do crédito livre para famílias alcançou 61,7% ao ano em agosto, com alta de 1,4 p.p. no mês e 2,9 p.p. em 12 meses.
A taxa do crédito rotativo do cartão subiu 8,7 p.p. em agosto; o spread bancário médio chegou a 21,2 pontos percentuais.
Em julho, o endividamento das famílias em relação à renda acumulada em 12 meses era de 49,9%, e o comprometimento da renda com pagamento de dívidas foi de 28,7%.
A Serasa Experian registrou 83,9 milhões de pessoas físicas negativadas em julho.
Os dados da Serasa mostram 9,2 milhões de CNPJs negativados em julho, com dívidas de R$ 238,6 bilhões; micro e pequenas empresas representam cerca de 95% do total.
O governo federal anunciou, em 25.set, a 3ª fase do Desenrola Brasil, voltada à renegociação de dívidas das famílias, com estoque elegível de R$ 300 bilhões e meta de renegociar R$ 150 bilhões.
O plano prevê desconto médio de 90% sobre o valor nominal por meio de leilão de carteiras em novembro de 2026, com custo de R$ 15 bilhões para a União e desembolso aos bancos em 2027.
O Brasil criou 165 mil vagas formais em agosto, segundo o Caged; foram 2,29 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos, e o estoque de empregos formais chegou a 48,2 milhões.
O salário médio real de admissão foi de R$ 2.410,74 em agosto, queda de 0,03% ante julho (R$ 2.411,48).
O governo editou medida provisória que proíbe novos aportes em apostas on-line e extingue publicidade e patrocínio do setor; estudo estimou perda líquida de R$ 62,5 bilhões das famílias com apostas em 2025.
5,04% — inadimplência total em agosto de 2026, maior da série
6,0% — inadimplência de pessoas físicas em agosto de 2026
61,7% a.a. — juros médios do crédito livre para famílias em agosto
R$ 300 bilhões — estoque elegível ao Desenrola Brasil 3.0
R$ 150 bilhões — meta de renegociação do Desenrola Brasil 3.0
R$ 15 bilhões — custo previsto à União pelo programa
O leilão de carteiras do Desenrola Brasil está marcado para novembro de 2026; o desembolso aos bancos ocorrerá em 2027.