Incentivos ao etanol atraíram R$ 27 bilhões em investimentos em Mato Grosso
Desde 2017, política estadual como o PRODEIC impulsionou investimentos, aumentou ICMS e prevê mais R$ 6,8 bi até 2028

Usinas de etanol investiram R$ 27 bilhões em Mato Grosso desde 2017.
Estão previstos mais R$ 6,8 bilhões em investimentos até 2028, e a arrecadação de ICMS em 2025 ficou perto de R$ 3 bilhões.
O estudo foi feito pela Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT) em parceria com o Sindicato das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso (BIOIND-MT) e atribui o crescimento a incentivos como o PRODEIC.
Em 2025, o setor recebeu R$ 1,9 bilhão em incentivos e, no mesmo ano, a arrecadação estimada de ICMS associada ao etanol foi de cerca de R$ 3 bilhões; para este ano a estimativa é de R$ 3,5 bilhões.
Entre 2020 e 2025, a arrecadação estimada foi de R$ 10,7 bilhões em ICMS, contra R$ 6,5 bilhões em incentivos concedidos nesse período.
Na comparação com 2019, a arrecadação estimada do setor em 2025 subiu 627%, enquanto os incentivos aumentaram 231%.
O presidente do BIOIND-MT, José Fernando Mazuca Filho, disse que a participação da indústria de etanol no ICMS estadual saltou de 4% em 2019 para 12% atualmente.
O presidente da FIEMT, Silvio Rangel, afirmou que sem a ampliação do PRODEIC a arrecadação de ICMS em 2025 seria 67% menor, ou cerca de R$ 2 bilhões a menos.
O levantamento calcula que, para cada R$ 1 de incentivo, as usinas geraram R$ 4,10 em investimentos privados.
O custo total de fretes nas operações interestaduais em 2025 atingiu aproximadamente R$ 2,8 bilhões, valor superior ao incentivo recebido pelo setor no ano.
O consultor tributário do BIOIND-MT, José Lombardi, afirmou que o PRODEIC compensa a desvantagem logística de produzir etanol distante dos grandes mercados.
Nos próximos dois anos, novas plantas entram em operação, o que deve ampliar produção e arrecadação.