Inelegível, Arruda gastou R$2,33 milhões; R$1,32 milhão foi para militância
Candidatura ao GDF foi barrada pelo TSE em 24/9; votos serão nulos e ele perde acesso ao fundo eleitoral

José Roberto Arruda (PSD) gastou R$2.326.132,44 na campanha ao GDF, sendo R$1.321.537,34 em militância de rua (56,81%).
A decisão do TSE em 24/9 barrou a candidatura; votos a Arruda serão considerados nulos, ele perde acesso ao fundo eleitoral e não pode transferir substituto (prazo de substituição terminou em 14 de setembro).
Arruda esteve nas ruas por 40 dias; a média de gastos foi R$58.153,31 por dia durante esse período.
O ex-governador direcionou R$203.998 para criação/inclusão de páginas na internet e R$170.000 para impulsionamento de conteúdos.
O PSD repassou R$3 milhões ao candidato; a atual governadora Celina Leão (PP) recebeu R$6,9 milhões em verba partidária.
O TSE fundamentou o indeferimento nas sete condenações em segunda instância de Arruda por atos dolosos de improbidade vinculados à Operação Caixa de Pandora; ele chegou a ser preso durante as investigações.
R$2.326.132,44 — total declarado de gastos de Arruda ao TSE
R$1.321.537,34 — gasto em militância e mobilização de rua (56,81%)
R$203.998 — criação/inclusão de páginas na internet
R$170.000 — impulsionamento de conteúdos
"A lei condiciona ao desfecho do processo apenas a validade dos votos, não a licitude da campanha", afirmou o advogado Newton Lins, especialista em direito eleitoral, explicando que gastos feitos enquanto o registro esteve sub judice podem ser considerados lícitos.
O próximo passo é a prestação de contas: sobras do Fundo Eleitoral devem ser devolvidas ao Tesouro Nacional; o TSE proibiu novos repasses do fundo eleitoral e partidário ao candidato.