Instituto MAS reúne especialistas para debater preparação para eleições de 2028
Seminário em Alphaville abordou dados, tecnologias, pesquisas e possíveis impactos das eleições de 2026 nas municipais

O Instituto MAS Pesquisa realizou em 19 de setembro, em Alphaville (Barueri), o seminário técnico “Perspectiva 2028 & Os Rumos da Política na Região Metropolitana de São Paulo”.
O evento discutiu como resultados e mudanças de 2026 podem influenciar as eleições municipais de 2028.
Idealizado pelo cientista político Marcos Agostinho, fundador do Instituto MAS, o encontro tratou de mudanças demográficas, uso estratégico de dados, pesquisas quantitativas e qualitativas, inteligência de imagem pública e tecnologias aplicadas à política.
Na abertura, o sociólogo Ricardo Antunes de Abreu e o analista do IBGE Jefferson Mariano falaram sobre transformações demográficas e seus impactos em políticas públicas e comportamento eleitoral.
Jefferson Mariano apresentou fontes públicas úteis a pesquisadores e gestores, como a PNAD Contínua e o Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (CNEFE), e disse que essas bases ajudam a elaborar amostras e planejar políticas.
A analista Roseli Zabukas explicou diferenças entre pesquisas quantitativas, que medem tendências, e qualitativas, que procuram entender percepções e motivações.
Cláudia Ishikawa, diretora da C&K Coleta, detalhou a metodologia CATI adotada pelo Instituto MAS desde a pandemia, com recrutamento inicial por WhatsApp e entrevista telefônica voluntária e sigilosa.
O advogado eleitoralista Bruno Cristaldi explicou que a criação de um selo de acurácia para pesquisas está em discussão no TSE e ainda não foi regulamentada.
Marcos Agostinho apresentou resultados do Instituto MAS em várias disputas e comparou sua metodologia com levantamentos nacionais, defendendo que pesquisas locais captam particularidades municipais.
Jeferson Marinho, do Portal Visão Oeste e da agência Nova Onda Comunicação, apresentou o PolitiPulse, ferramenta desenvolvida com o Instituto MAS para monitorar imagem pública nas redes sociais e transformar dados digitais em informações estratégicas.
Participantes defenderam uso prático dos dados: Mari Tavelli afirmou que a ferramenta funciona como “termômetro das redes sociais” e que “a eleição de 2028 já começou”.
O vereador Thiago Moitinho destacou a necessidade de planejamento antecipado e citou o conhecimento acumulado por Marcos Agostinho em quase 30 anos de pesquisas.
O empresário Cido Rodrigues disse que os dados podem virar estratégias, projetos e ações de comunicação, e João Santos, do Mobiliza de Cotia, afirmou que o conteúdo ajuda no planejamento futuro.