Itália proíbe burca e niqab em escolas e limita 30% de alunos com italiano fraco
Decreto entrou em vigor em 24/9 e precisa ser referendado pelo parlamento em até 60 dias

O governo da Itália aprovou em 24/9 medida que proíbe burcas e niqabs nas escolas e limita a 30% o máximo de alunos com conhecimento limitado da língua italiana.
As medidas já entraram em vigor, mas precisam ser referendadas pelo parlamento em até 60 dias.
A primeira-ministra Giorgia Meloni, do campo conservador, afirmou pelas redes sociais que a norma não visa separar, mas promover integração e evitar "turmas-gueto".
A oposição criticou a decisão: Elly Schlein, secretária do Partido Democrático, disse que o decreto é "vergonhoso" e acusa o governo de querer "expulsar crianças estrangeiras das salas de aula".
A norma define proibição de burca (veste que cobre o corpo e o rosto, com tela nos olhos) e niqab (véu que cobre o rosto e revela apenas os olhos).
Diversos países europeus já proibiram véus em espaços públicos, como França, Portugal e Bélgica, e a Itália está numa rota chave de migração via Mediterrâneo central que conecta a Europa à África.
24/9 — data em que o governo aprovou o decreto
30% — teto de alunos por turma com conhecimento limitado do italiano
60 dias — prazo para o parlamento referendar a medida