Itália proíbe burcas nas escolas; Lérida veta rosto coberto em espaços públicos
Leis aprovadas em 24 e 25 de setembro restringem véus faciais e impõem limites e multas por motivo de segurança

Itália proibiu o uso de burcas e niqabs por meninas nas escolas em 24 de setembro.
A regra italiana já entrou em vigor e precisa ser referendada pelo Parlamento em até 60 dias; também limita a 30% o número de alunos por sala com conhecimento reduzido do italiano.
A medida foi anunciada pela primeira-ministra Giorgia Meloni, que afirmou ser uma ação para promover a integração entre estudantes.
Em 25 de setembro, a cidade de Lérida, na Catalunha, aprovou proibição de qualquer peça que cubra totalmente o rosto em locais públicos.
A prefeitura de Lérida fixou multas entre 400 e 750 euros para quem descumprir a nova norma.
A lei de Lérida prevê exceções para locais de culto, costumes sociais que exijam cobertura e situações necessárias ao exercício de direitos fundamentais.
A oposição italiana criticou a medida; Elly Schlein, secretária do Partido Democrático, chamou o decreto de “vergonhoso” e afirmou que tenta ocultar a incapacidade do governo.
Desde 2004 a França restringe símbolos religiosos nas escolas; Bélgica, Bulgária, Áustria, Dinamarca, Suíça, Países Baixos, Alemanha e Itália têm regras que afetam véus islâmicos, total ou parcialmente.