JHC respondeu com ações judiciais a reportagens sobre o caso Master
Levantamento aponta 183 ações da coligação, do PSDB/Cidadania e de JHC contra jornalistas e veículos; TRE-AL editou liminar esta semana.

O candidato ao governo de Alagoas João Henrique Caldas (JHC) moveu dezenas de ações judiciais contra jornalistas, veículos e comunicadores da campanha.
No total, 183 ações foram ajuizadas por JHC, pela Federação PSDB/Cidadania e pela coligação Alagoas Gigante, segundo levantamento citado pela matéria.
A sequência de processos ganhou força após a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e menções ao Iprev de Maceió aplicar recursos no Banco Master durante a gestão de JHC; reportagens citaram R$ 97 milhões ou R$ 117 milhões.
Em janeiro de 2026, JHC acionou a jornalista Bleine Oliveira e a Folha de Alagoas para retirar conteúdos sobre o investimento; a Justiça determinou remoção em 24 horas, multa diária e restrição a novas publicações.
Em março, JHC ou seu grupo processaram a Bancada Negra de Maceió, pedindo identificação de administradores, retirada de postagens e indenização de R$ 10 mil; o Sindjornal registrou solidariedade aos jornalistas.
Em junho, um levantamento local contabilizou 35 ações contra jornalistas e veículos que cobriam o caso Master; outros processos atingiram sátiras, vídeos sobre gastos de Carnaval e postagens variadas.
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) rejeitou em julho uma ação sobre os R$ 117 milhões, afirmando que a Justiça Eleitoral não deve ser “revisora editorial da imprensa”.
Esta semana, o TRE-AL determinou liminarmente que a Tribuna do Sertão retirasse reportagem sobre o Iprev e o Banco Master, recolhesse exemplares e não republicasse a afirmação, sob multa diária de R$ 10 mil; a decisão será analisada no mérito.
183 — ações ajuizadas por JHC, Federação PSDB/Cidadania e coligação Alagoas Gigante
R$ 97 milhões ou R$ 117 milhões — valores mencionados em reportagens sobre o Iprev e o Banco Master
R$ 10 mil — multa diária fixada na liminar contra a Tribuna do Sertão
A Associação Nacional de Jornais classificou como “grave violação à liberdade de imprensa” a decisão que determinou recolhimento de edição já distribuída.
O próximo passo é a análise do mérito pelo TRE-AL da liminar que ordenou a retirada da reportagem da Tribuna do Sertão.