João Campos e Raquel Lyra detalham políticas de CT&I para Pernambuco
Programas vinculam ciência e tecnologia à educação, geração de empregos e interiorização do desenvolvimento até 2030.

João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) apresentaram propostas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) para Pernambuco nas eleições de 2026.
A disputa envolve oito candidaturas registradas: Guilherme Fonseca (PSTU), Ivan Moraes (Psol), João Campos (PSB), Prof. Jeremias (Democrata), Profa. Camila (UP), Raquel Lyra (PSD), Renan (Missão) e Victor Assis (PCO).
João Campos propõe expandir a economia do conhecimento com um Programa Estadual de Inovação Aberta, modernizar a ATI-PE e a FACEPE e implantar unidades compactas do Porto Digital em cidades-polo do interior.
Campos quer também o “Cinturão da Inteligência” para ampliar conectividade com cabos submarinos e fibra óptica, e estender o modelo Embarque Digital com 10 mil vagas de formação superior em tecnologia ao longo de quatro anos para estudantes da rede pública.
No Vale do São Francisco, Campos prevê o projeto “Vale Agrotec” para aproximar produtores, empresas e centros de pesquisa com tecnologias agrícolas.
Raquel Lyra propõe manter e ampliar programas do mandato 2022-2026, incluindo Inova PE, fortalecimento da UPE, mais escolas de tempo integral e novas escolas técnicas.
Lyra planeja retomar e ampliar o Ganhe o Mundo, lançar o programa Cientista Arretado para integrar academia e decisões públicas, modernizar o Parqtel e ampliar investimentos estaduais no Porto Digital com o NERD.
Ela prevê ainda expandir os Armazéns da Criatividade para o interior, fortalecer a presença do Porto Digital em Caruaru e Petrolina e articular inovação com arranjos produtivos regionais, como o polo de confecções do Agreste e a fruticultura do Sertão.
Em síntese, ambos vinculam CT&I à formação profissional, inovação empresarial, geração de empregos qualificados e interiorização; as diferenças estão nos instrumentos e na organização das políticas.
José Antonio Aleixo, professor titular do Departamento de Ciência Florestal da UFRPE, ex-secretário regional da SBPC em Pernambuco e ex-membro do conselho e diretoria da SBPC, avaliou as propostas.