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Justiça Eleitoral da Bahia proíbe uso de mulheres seminuas em atos de ACM Neto

O episódio deste mês acendeu debate sobre violência política de gênero e a permanência de mulheres na política.

Redação POLITICA.SP22 de set. de 2026 · 06h015 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Justiça Eleitoral da Bahia proíbe uso de mulheres seminuas em atos de ACM Neto
Reprodução: revistacult.uol.com.br

A Justiça Eleitoral da Bahia proibiu neste mês o uso de mulheres seminuas como recurso cênico em atos de campanha de ACM Neto.

A decisão expõe que o corpo feminino é usado como artefato de atenção, enquanto mulheres que disputam poder enfrentam mecanismos que dificultam sua permanência.

ACM Neto é o candidato cujos atos eleitorais incluíram cenas com mulheres seminuas, barradas pela Justiça Eleitoral da Bahia neste mês.

O texto observa que, quando mulheres aparecem como objeto, são sexualizadas; quando aparecem como sujeitos políticos, precisam provar competência e têm aparência, roupa, voz, vida amorosa, maternidade e idade examinadas.

O autor define a misoginia como uma "tecnologia social" que não precisa impedir formalmente candidaturas, mas cria condições hostis que funcionam como expulsão cotidiana.

Plataformas digitais amplificam o problema: algoritmos privilegiam indignação e humilhação, transformando ataques a mulheres em cadeia de produção de conteúdo e em receita.

O fenômeno inclui a chamada machosfera — comunidades digitais de meninos e homens que reproduzem ódio e podem levar a consequências físicas e mentais para mulheres.

A pergunta levantada é dupla: por que há poucas mulheres eleitas e o que acontece com elas depois que entram, já que abrir a porta não garante permanência.

A discussão sobre violência política de gênero, conclui o texto, deve ser tratada como questão central da democracia, não pauta acessória das eleições.