Lei torna educação política obrigatória; professores orientam como ensinar crianças
Lei 15.468/2026 inclui educação política na base curricular; docentes recomendam abordagens por faixa etária e foco em regras, direitos e fontes

A Lei nº 15.468/2026 tornou obrigatório o ensino de educação política e direitos da cidadania na educação básica.
A exigência curricular deverá ser aplicada no âmbito do estudo da realidade social e política, seguindo competências da BNCC para formar cidadãos críticos e cooperativos.
O professor Rogério Piccinin, de São Paulo, diz que a escola deve apresentar conhecimentos, conceitos e diferentes perspectivas para que os estudantes construam posicionamentos com base em informações e argumentos.
Piccinin afirma: “Educação política não significa ensinar ao estudante em quem ele deve votar ou qual posição política deve defender.”
Ele propõe priorizar conteúdos verificáveis, funcionamento das instituições, direitos e deveres, processos eleitorais, análise de fontes e diferentes perspectivas, com o professor atuando como mediador do debate.
A BNCC estabelece formação para o exercício da cidadania, pensamento crítico, argumentação, cooperação, empatia, responsabilidade e respeito ao outro, competências que a nova lei reforça.
Na Educação Infantil, a professora Adriana Schimidt, de São Paulo, recomenda começar por práticas cotidianas: esperar a vez, negociar conflitos, construir combinados e realizar votações simbólicas.
A professora diz que atividades como rodas de conversa, assembleias de turma, contação de histórias, dramatizações e jogos cooperativos ajudam crianças a vivenciar respeito, responsabilidade e participação.