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Líderes do Congresso já esperam alterações na MP que proibiu cassinos e apostas online

A MP tem prazo de 120 dias; análise deve ocorrer só depois das eleições, e há propostas para liberar apostas esportivas e restringir publicidade

Redação POLITICA.SP28 de set. de 2026 · 21h050 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Líderes do Congresso já esperam alterações na MP que proibiu cassinos e apostas online
Reprodução: cbn.globo.com

A liderança do Congresso já prevê mudanças na medida provisória que proibiu cassinos online e casas de apostas.

A MP tem prazo de 120 dias, portanto a expectativa é que o texto seja analisado depois das eleições.

A Advocacia-Geral da União pediu 72 horas ao STF para se manifestar sobre ações contra a MP.

Entre as alternativas está autorizar apostas esportivas no país, diante da pressão de entidades e clubes de futebol que recebem patrocínios bilionários.

Há parlamentar maior apoio à manutenção da proibição total de caça-níqueis, como o Tigrinho.

O líder do PDT na Câmara, Mário Heringer, disse: "sem dúvidas ocorrerão mudanças no texto. Mas até dia 5 de outubro ninguém está pensando nisso".

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) diz que sua emenda poderia ter resolvido o problema; ele vai insistir em proibir cassinos online.

Portinho também pede que a propaganda das bets seja regulamentada e restrita, proibindo animações como o Tigrinho, influencers e atletas, criando janelas de exibição e acabando com anúncios durante o jogo, mantendo só patrocínios.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) chamou a medida provisória de eleitoreira e criticou a derrubada, na Câmara, de um destaque da oposição para proibir jogos como o Tigrinho.

Girão afirmou que só Romeu Zema (Novo) teve posicionamento genuíno contra as bets antes da assinatura da MP pelo presidente Lula.

O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que o partido sempre foi "contra as bets" e disse que "quem deve explicação porque agora mudou de opinião é o Lula"; ele também declarou que "82% das famílias" se endividaram na gestão petista.

O próximo passo concreto será a análise do texto no Congresso após as eleições, com debates sobre emendas como a de Portinho.