Líderes do Congresso já esperam alterações na MP que proibiu cassinos e apostas online
A MP tem prazo de 120 dias; análise deve ocorrer só depois das eleições, e há propostas para liberar apostas esportivas e restringir publicidade

A liderança do Congresso já prevê mudanças na medida provisória que proibiu cassinos online e casas de apostas.
A MP tem prazo de 120 dias, portanto a expectativa é que o texto seja analisado depois das eleições.
A Advocacia-Geral da União pediu 72 horas ao STF para se manifestar sobre ações contra a MP.
Entre as alternativas está autorizar apostas esportivas no país, diante da pressão de entidades e clubes de futebol que recebem patrocínios bilionários.
Há parlamentar maior apoio à manutenção da proibição total de caça-níqueis, como o Tigrinho.
O líder do PDT na Câmara, Mário Heringer, disse: "sem dúvidas ocorrerão mudanças no texto. Mas até dia 5 de outubro ninguém está pensando nisso".
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) diz que sua emenda poderia ter resolvido o problema; ele vai insistir em proibir cassinos online.
Portinho também pede que a propaganda das bets seja regulamentada e restrita, proibindo animações como o Tigrinho, influencers e atletas, criando janelas de exibição e acabando com anúncios durante o jogo, mantendo só patrocínios.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) chamou a medida provisória de eleitoreira e criticou a derrubada, na Câmara, de um destaque da oposição para proibir jogos como o Tigrinho.
Girão afirmou que só Romeu Zema (Novo) teve posicionamento genuíno contra as bets antes da assinatura da MP pelo presidente Lula.
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que o partido sempre foi "contra as bets" e disse que "quem deve explicação porque agora mudou de opinião é o Lula"; ele também declarou que "82% das famílias" se endividaram na gestão petista.
O próximo passo concreto será a análise do texto no Congresso após as eleições, com debates sobre emendas como a de Portinho.