Lula articula voto da PEC que acaba com a escala 6 X 1 entre 5 e 9 de outubro
O presidente alinhou a aceleração com o presidente do Senado e quer votar a proposta na semana seguinte ao 1º turno

Lula articulou acordo para votar a PEC que acaba com a escala 6 X 1 entre 5 e 9 de outubro.
Se aprovada, a PEC estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em 5 dias de trabalho e 2 de descanso, sem redução salarial.
O presidente alinhou a possibilidade de acelerar a análise com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e houve sinalização positiva.
A orientação de Lula aos líderes é tentar viabilizar a votação no período entre o 1º e o 2º turno das eleições.
O texto foi aprovado na CCJ em 2 de setembro, mas não chegou ao plenário porque o governo não tinha segurança de reunir os 49 votos necessários.
O líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que articulação de Flávio Bolsonaro (PL) esvaziou o plenário durante o último esforço concentrado antes do pleito.
A PEC ficou parada no Senado por quase 3 meses, após distanciamento entre Lula e o presidente do Senado provocado pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.
Em agosto, Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), trataram da proposta no Palácio da Alvorada, incluindo o fim da 6 X 1 entre prioridades para tramitação antes das eleições.
O PT orientou a militância a abordar a redução da jornada ao lado de temas como custo de vida e bets na semana final da campanha.
2 de setembro — data de aprovação na CCJ
49 votos — número considerado necessário no Senado
472 a 22 e 461 a 19 — votos na Câmara no 1º e 2º turno, respectivamente
A tentativa de votar a PEC na semana seguinte ao 1º turno altera o calendário anunciado por Alcolumbre; o texto não avançou no último esforço concentrado antes do pleito.