Lula chama de “genocídio” ação de Netanyahu em Gaza na ONU
Discurso ocorreu na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta 3ª (22.set.2026).

Lula chamou nesta 3ª (22.set.2026) de “genocídio” a ação do governo de Benjamin Netanyahu na Faixa de Gaza.
O presidente afirmou que os assentamentos na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados para israelenses e palestinos.
O discurso foi feito na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York; Lula também condenou os ataques do Hamas a civis israelenses e afirmou que “civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”.
Lula criticou a perseguição ao Tribunal Penal Internacional e defendeu a relatora especial para os territórios palestinos, Francesca Albanese, dizendo que ela “não pode ser silenciada por dizer a verdade”.
O presidente afirmou que este é o “momento mais crítico” das Nações Unidas e que a credibilidade da organização “nunca esteve tão baixa”.
Ao tratar da segurança regional, Lula disse que o estreito de Ormuz virou “trincheira da guerra” e rejeitou presença de forças militares estrangeiras em águas brasileiras: “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas”.
Lula chegou a Nova York no domingo (20.set) e tem retorno previsto para esta 3ª (22.set), após o pronunciamento; antes da Assembleia, teve reunião com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e tem encontro previsto com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) presidirá a reunião da Zopacas, e Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) participará de atividades da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
11 — número de vezes que Lula participou da abertura da Assembleia Geral como presidente.
22min30s — duração integral do discurso citada.
Lula disse que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma” provocados pelo que chamou de “genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”.
Após a fala, Lula retorna ao Brasil e mantém encontro previsto com António Guterres, além de cumprir a agenda brasileira na ONU sobre Palestina, desigualdade e direito internacional humanitário.