Lula cobra Senado por fim da escala 6x1; Alcolumbre pauta debate
Davi Alcolumbre marcou sessões para 6, 7 e 8.out., às 14h; votação é considerada improvável na semana seguinte

Lula cobrou, nesta 6ª (2.out.2026), que o Senado avance na PEC que acaba com a escala de trabalho 6 X 1.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), incluiu a PEC na pauta para sessões nos dias 6, 7 e 8.out., sempre às 14h.
Lula publicou que a mudança é “prioridade” do governo e que “o Brasil precisa fazer” a alteração; defendeu dois dias de descanso por semana, sem redução salarial, e afirmou que os trabalhadores não podem “viver apenas para trabalhar”.
A Câmara já aprovou a proposta; o plenário do Senado precisa discutir a PEC em cinco sessões antes de votar, prazo que pode ser reduzido por acordo entre senadores.
Para aprovar a emenda são necessários ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos de votação; a votação na próxima semana é considerada pouco provável.
A PEC ficou cerca de três meses parada no Senado após o distanciamento entre Lula e Alcolumbre, tensionado pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF; a reaproximação ocorreu por intermédio dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a oposição estimulou ausências no plenário e citou a articulação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN) como decisiva para impedir votação na semana do esforço concentrado.
Alcolumbre declarou que o tema tem “ampla relevância para a sociedade brasileira” e que será debatido com “responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”.
Lula vinha afirmando desde o início da campanha que a redução da jornada seria aprovada neste ano; em entrevista em 30.set ele disse que o fim da 6 X 1 será aprovado “antes do próximo presidente”.
O PT orientou militantes a tratar o fim da 6 X 1 junto a temas como bets, religião e mulheres, e divulgou uma cartilha que recomenda abordar a proposta com eleitores mais jovens.