Lula critica Israel e pede reforma da ONU em discurso na Assembleia Geral
O presidente falou nesta 3ª (22.set) sobre eleições brasileiras, soberania e a necessidade de mudar o Conselho de Segurança.

Lula discursou na abertura da Assembleia Geral da ONU nesta 3ª feira, 22.set.2026, em Nova York.
Ele citou as eleições brasileiras de 4 de outubro, criticou ações de Israel em Gaza e defendeu o multilateralismo.
O presidente pediu reforma da ONU e do Conselho de Segurança, afirmando que o órgão "não cumpre seu papel".
Lula criticou a Organização Mundial do Comércio: "A OMC respira por aparelhos", e afirmou que tarifas são usadas como arma e chantagem.
Sobre tecnologia, declarou ser "uma omissão histórica imperdoável não enfrentar a regulação das big techs e da IA".
Defendeu soberania nacional com a frase "o Brasil não cabe no quintal de ninguém" e afirmou que "o Brasil não vai tolerar esse tipo de negócio".
Classificou o embargo a Cuba como ilegal.
A viagem foi curta: Lula chegou a Nova York no domingo, 20.set, e tem retorno previsto para esta 3ª feira, 22.set, após o discurso.
Antes do debate geral, teve reuniões bilaterais, entre elas com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e tem encontro previsto com o secretário-geral António Guterres.
A agenda brasileira na ONU incluirá reuniões sobre Palestina e solução de dois Estados, desigualdade, consolidação da paz e direito internacional humanitário.
O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) presidirá a reunião da Zopacas; Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) participará da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
Lula abriu a Assembleia Geral da ONU pela 11ª vez como presidente; discursou em 2003, 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2023, 2024 e 2025, e participou de reunião de alto nível em 2005.
4 de outubro — data das eleições brasileiras mencionadas por Lula
22.set.2026 — data do discurso na abertura da Assembleia Geral
21min49s — duração do discurso disponível em vídeo
180 kB — tamanho do PDF com a íntegra do discurso
"A ONU está falhando em uma de suas missões mais elevadas: livrar a humanidade do flagelo da guerra", disse Lula ao abrir o debate.
Lula retorna ao Brasil nesta 3ª feira; a agenda prevê encontros finais e o retorno após o discurso.