Lula critica “protecionismo disfarçado” e aponta tarifa de 25% dos EUA
Discurso foi na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, em 22.set.2026 — o presidente defendeu agenda ambiental e soberania sobre minerais

Lula afirmou na 3ª (22.set.2026), na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, que o Brasil rejeita “medidas protecionistas disfarçadas de apego à causa ambiental”.
Ele citou a taxação de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros como exemplo concreto dessas medidas.
O presidente disse que o Brasil demonstra ser possível combinar crescimento econômico com redução de emissões e que não renunciará à agenda ambiental, seguindo o plano de descarbonização da economia.
Lula destacou a redução do desmatamento na Amazônia e afirmou que o país é uma “referência mundial em energia verde”.
O presidente afirmou que o Brasil tem minerais críticos e terras-raras necessários para a transição energética e defendeu que a exploração desses recursos gere valor em território nacional, transferência de tecnologia e suprimento de setores estratégicos.
Esta foi a 10ª participação de Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU como presidente; ele discursou pela primeira vez em 2003.
Lula chegou a Nova York no domingo (20.set) e tem retorno previsto para esta 3ª (22.set); na estada cumpriu reuniões bilaterais, entre elas com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e tem encontro previsto com o secretário-geral António Guterres.
25% — tarifa citada por Lula aplicada pelos EUA a produtos brasileiros
21min49s — duração da íntegra do discurso de Lula
10 — participações de Lula na abertura da Assembleia Geral como presidente
20.set / 22.set — chegada a Nova York e retorno previsto
Lula afirmou na ONU que “é hora de retomar a ofensiva e impor uma derrota ao negacionismo”.