Lula deve cobrar não intervenção e multilateralismo em discurso na ONU
Viagem a Nova York será curta: ida no domingo, reunião com Guterres e discurso na terça, retorno imediato ao Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve defender a não interferência de países em assuntos internos de outras nações no discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU.
A fala também deve defender o fortalecimento do multilateralismo, negociações de paz para guerras em curso e o direito internacional humanitário.
Lula viaja a Nova York no domingo (20/9), se reúne com o secretário-geral António Guterres na segunda (21/9) e faz o discurso de abertura na terça (22/9), retornando ao Brasil logo depois.
O Ministério das Relações Exteriores informou nesta quarta (16/9) que o texto final do discurso ainda não está definido e que não há decisões sobre encontros com outros chefes de Estado, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Mais cedo, Lula afirmou ter alertado Donald Trump para que Washington não tente intervir nas eleições do Brasil neste mês.
No mesmo evento com pastores evangélicos, Lula disse que aproveitará a passagem por Nova York para cobrar paz aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.
O Itamaraty informou que o Brasil ficará representado por Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, nas demais atividades da semana; a delegação também deve incluir os ministros da Gestão e Inovação, dos Povos Indígenas e da Igualdade Racial.
81ª — edição da Assembleia Geral da ONU onde Lula falará
20/9 — data da partida de Lula para Nova York
21/9 — reunião prevista com António Guterres
22/9 — discurso de abertura e retorno ao Brasil